O abuso sexual extrafamiliar: a lei do silencio - envolvendo situações e exploração sexual - por Fabiana Juvêncio

O abuso sexual extrafamiliar: a lei do silencio -  envolvendo situações e exploração sexual - por Fabiana Juvêncio

O abuso sexual extrafamiliar: a “lei do silêncio” envolvendo situações e exploração sexual

 

O abuso sexual também pode ser definido de acordo com o contexto de ocorrência, em diferentes categorias. O abuso sexual extra-familiar ocorre fora do ambiente doméstico, envolvendo situações de pornografia e exploração sexual (AMAZARRAY; KOLLER, 1998, SANTOS, 1991).

Pode-se citar recentemente um caso onde o autor ROGAR (2008) expõe o caso de uma atleta que foi abusada sexualmente por seu treinador quando tinha apenas 9 anos, e só agora conseguiu (após onze anos) quebrar a “lei do silêncio”.

 Neste tipo de abuso, deve ser considerada principalmente a atividade sexual imposta à menina, por não estar sintonizada com o seu nível de desenvolvimento, e para a qual é incapaz de dar o seu consentimento (FARINALTI; BIAZUS; LEITE, 1993, FURNISS, 1993, KOLLER, 1999)

Quando o perigo do abuso sexual não está dentro de casa, pode rondar espaços extra-familiar e profissionais, a casa de vizinhos, o transporte escolar, as aulas de natação. o consultório do pediatra ou do terapeuta e, também pode estar em creches, escolas, igrejas e outras organizações institucionais encarregadas de zelar pela vida da criança e do adolescente conseguinte, o mais prudente será credibilizar que não há lugar absolutamente seguro contra o abuso sexual infantil (SEABRA, 1999, PARISSOTTO, 2001).

            O abuso sexual também pode ser definido de acordo com o contexto de ocorrência, em diferentes categorias (AMAZARRAY; KOLLER, 1998, SANTOS, 1991).

 

ü  Perfil dos abusadores

 

Geralmente, o agressor é uma pessoa em que a criança ou adolescente conhece, gosta e confia. Tal confiabilidade é utilizada como instrumento de sedução, intimidação, ameaças e, sobretudo, com meio de impedir que a criança/adolescente conte a outras pessoas o que se passou/passa (REDE SAÚDE, 2000). Eles são sutis, raramente deixa lesões físicas, porém a vítima se ressente em sua integridade física, moral e psicológica.

            Queiroz (2006) caracteriza e relaciona o molestador sexual como aquele que insiste em abraçar, pegar, beijar, fazer cócegas ou segurar a criança mesmo que não queira, conversa sobre atividades sexuais, dá presentes ou dinheiro sem razão.

A maioria dos casos de abuso sexual acontece com autor conhecido pela vítima, podendo ser alguém da família, ou de um conhecido da família (QUEIROZ, 2006).

Ao contrário do que muitas pessoas pensam os agressores não são homens violentos, alcoólatras ou depravados sexuais, estes existem, mas não predominam entre os abusadores. A maior parte dos agressores sexuais de crianças e adolescentes é composta por homens heterossexuais e que se relacionam com outros adultos – são chamados agressores sexuais situacionais (XAVIER, 2001).

 

 

 

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