O Adeus de Abril - por Joana Rodrigues

O Adeus de Abril - por Joana Rodrigues

O ADEUS DE ABRIL


Já sobre a madrugada eu escrevo
Não sei se o devia fazer
Quando escrevo não sei se devo
Mas eu gosto de escrever
Uma certa madrugada inspirou
Soldados e superiores
E um país quando acordou
Havia espingardas cheias de flores

Não me recordo se chovia
Mas se chovesse eram aguas mil
Porque assim se compreendia,
Porque era diferente o mês de Abril
Mas aquela madrugada alguém tremia
Porque Lisboa estava tomada
Como alguém na rua dizia
Entreguem-se grande cambada

E o tempo foi passando, até ser dia
E quando acordou cantando,
Nem acreditava naquilo que via
Viu um dia maravilhoso de Abril
Em que o povo na rua se via
De todas as cores se vestia
E o povo admirado dizia viva Abril
de Abril que num adeus se despedia

Mas começou uma nova cantilena
Zeca Afonso sabia o que o povo queria
E cantou Grândola Vila Morena
E o povo feliz e contente agradecia
Canção que todo um povo cantava
Porque era bela e simples como essa terra
Mas que um povo livre de tudo desconfiava
Mas cantou e rezou na capelinha do alto da serra.

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