O Contador - por Antonio Eustáquio Marciano

O Contador  - por Antonio Eustáquio Marciano

O CONTADOR

 

Falo aqui de um bom sujeito

Que estará sempre em meu peito,

Companheiro, amigo e irmão.

Ele nasceu lá no Batista

E era mesmo um artista,

Tocava sanfona e violão.

 

De cantar ele gostava,

Mas antes de tudo estava

A família e o trabalho.

Seja à capina, ao roçado,

Ele ia cedo bem animado

E não procurava atalho.

 

Gostava de contar história.

Quer saber? A sua glória

Era seus filhos por perto.

Vou ter que contar aqui

Uma história que me fez rir

E ninguém já ouviu, por certo.

 

Diz que um homem bicão

Ouviu falar que o Japão

Ficava embaixo da terra.

Pegou logo uma cavadeira,

Começou cavar a eira

E a retirar a terra.

 

O homem assim foi cavando

E o buraco só aumentando,

Nunca houvera coisa assim

E, então, de forma lenta,

O homem e sua ferramenta

Desapareceram, enfim.

 

Na Terra do Sol Nascente,

Dona keiko, de repente,

Julgou recomeçar a guerra.

Nunca vira aquilo ali,

Na travessa de sushi,

Estava caindo terra.

 

Como isto tudo terminou

Meu “contador” não contou,

Nem como bicão se sai.

Mas vou dizer uma verdade:

Eu sinto é muita saudade,

O contador era meu pai.

 

 

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