O poeta e a mãe natureza - por Paulina Lima Rodrigues

O poeta e a mãe natureza - por Paulina Lima Rodrigues

O POETA E A MÃE NATUREZA

 

O que seria dos poetas?

Sem os amigos, que amparam que abraçam? Que escutam que vibram com nossas vitórias, sofre com nossas derrotas? Que nos aconselham que nos apóiam em nossas decisões? Que nos emprestam seus ombros e seus ouvidos para o nosso desabafo? Que nos conhecem sem nenhuma facetas? Os poetas são filhos da Mãe Natureza!

 

O que seria dos poetas?

Sem os amores e seus ardores, que os acompanham em seus mais amargos e doces dilemas? Que mesmo assim, são transpassadas e transportadas, em macias e frias folhas de papéis? Que mesmo sem reclamarem da sua sorte aceitam o seu destino e vão se juntar a outros pequenos, médios e grandes poetas?

 

O que seria dos poetas?

Sem a Mãe Natureza, com seus diversos adornos e adereços encantadores de Rainha amada amante? Espetaculosa Rainha em seu encantado cenário de realeza fascinante?  A Mãe Natureza é ou não é para os poetas, como uma dama excitante?

 

O que seria dos poetas?

Sem as sinfonias dos pássaros, cantarolando suas diversas canções? Suavizando os nossos anseios, medos, traumas, desamores, decepções? Quem não se fascina com, o grande exemplo de fidelidade e amor do casal João de Barro? Que por onde passam deixam o ambiente harmônico, fazendo o seu show a quem quiser ver e ouvir, sem nos cobrar nenhum centavo. Sem a sabedoria da Mãe Natureza, o que dos poetas seria?

 

O que seria dos poetas?

Sem as manhãs e suas auroras tão esperadas dos vigias e amantes? Que desejam em cada segundo em cada instante, recostar seu corpo nos monumentos deliciosos de sua amada amante? Que ao fazerem amor à luz do dia se tornam ainda mais fascinantes!

 

O que seria dos poetas?

Sem as tardes de crepúsculos arroxeados, que aos pouquinhos vão sendo engolidas de mansinho saindo de cena, para que a bela calada e cabulosa boca da noite sem dentes deem continuidade ao grande e inesperado espetáculo de luzeiros lunar e cintilantes estrelas a brilhar?

Não é bem verdade que é da Mãe Natureza que os poetas recebem todas as inspirações pra poetar?

 

 

O que seria dos poetas?

Sem o verdadeiro amor que enlouquece e enaltece os que ousam amar? Que mesmo sofrendo e fazendo os outros sofrerem não desistem de seguirem firmes na estrada sofrida e amável do amor? Não é o amor que ascende, fumega, exala, move, cria e recria a alma dos poetas? Como alguém pode dizer amar, sem se deixar fumegar, ascender, exalar, mover, criar e recriar? Como assim se deixam os poetas e sem a Mãe Natureza, o que dos poetas seria?

 

O que seria dos poetas?

Sem o ribombar das águas, que cantam suas canções de alegrias, insatisfações e revoltas ameaçadoras? Enquanto os monstros marinhos e os pequenos seres aquáticos batem palmas ao som harmonioso das ondas a beijar a praia? Que simplesmente, convidam os habitantes terrestres e anfíbios amados e amantes, a se aventurarem e sem medos, serem eternos viajantes. Ela chama a todos a se deleitarem em suas mansas e límpidas águas oceânicas com todos os seus mistérios e suas fascinâncias! Sem a Mãe Natureza, o que dos poetas seria?

 

O que seria dos poetas?

Sem as rimas furiosas e estrondosas das cachoeiras, que compõem suas chorosas melodias, dia e noite, noite e dia? Elas choram sem parar, suas muitas lágrimas a rolar com violência, por baixo, por cima e por dentro das rochosas e insensíveis pedras frias! Sem a Mãe Natureza, o que dos poetas seria?

 

O que seria dos poetas?

Sem os longos braços aconchegantes, barrentos ou cristalinos dos rios? Que embalam em seus banzeiros os seus habitantes ribeirinhos? Que neles navegam suas simples canoas, grandes e pequenas embarcações? E nesses leitos longos de beleza natural, ainda existem espécies de plantas, peixes, aves e animais, vivendo em plena comunhão e harmonia. Os ribeirinhos recebem da Mãe Natureza o abraço no seu regaço acolhedor.   

Sem esses ensinamentos sagrados da Mãe Natureza, o que dos poetas seria?

 

O que seria dos poetas?

Sem os mares com suas línguas salgadas e ásperas, a lamber-nos massageando-nos a cada lambida que recebemos. Como se eles dissessem: sejam bem-vindos. Com toda essa recepção somos atraídos e encorajados a querermos sempre mais os benefícios de seus disputadíssimos SPA gratuitos.

A Mãe Natureza é o coração, é o sangue que nas veias dá a vida aos poetas.

O amor dos poetas à Mãe Natureza, não tem como se comparar.

Assim como só o amor é capaz de suportar, compreender, amar, recomeçar, impulsionar, acolher, abraçar e perdoar.

Sem os elementos da Mãe Natureza, não tem como os poetas poetar!

Então que viva pra sempre a Mãe Natureza!

 Viva o Amor!

Viva os poetas, que Deus os fecundou, com as sementes da sabedoria, da sensibilidade e de Amor!

Viva o nosso Criador!

 

 Paulina Rodrigues.

 

 

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