O silêncio é de ouro? mesmo? - por Isi Golfetto

O silêncio é de ouro? mesmo? - por Isi Golfetto

“Aquele que sabe falar sabe também quando fazê-lo.” Arquimedes

“A vida é um eco. Se você não está gostando do que está recebendo, observe o que está emitindo.”
Não vivemos em um conto de fadas, portanto, o relacionamento entre casais nem sempre é um mar de almirante, nem céu de brigadeiro.
Crises acontecem. E um problema mal resolvido pode ocasionar um silêncio entre o casal. E quase sempre esse silêncio é sinônimo de solidão e de dor.
Então a pergunta que não quer calar:

 

O silêncio é de ouro? Mesmo? By Isi Golfetto

 

Sem dúvida um silêncio que maltrata não pode ser de ouro. O silêncio de ouro é aquele que traz paz, que vem de dentro, que se transmite com o olhar acolhedor, com o sorriso meigo, com gestos delicados, com um beijo apaixonado. Nesse silêncio de ouro as palavras não se encaixam. Jacques Prévert explica: “Há momentos na vida em que se deveria calar e deixar que o silêncio falasse ao coração, pois há emoções que as palavras não sabem traduzir!”
Por isso, o silêncio é uma arte. Ela exige certo domínio e requintes de um domador de feras. Difícil para quem está habituado a impor suas próprias vontades e falar suas verdades doa a quem doer. O silêncio de ouro é aquele que joga fora expressões sonoras desnecessárias.
Portanto, há uma grande diferença entre o silêncio que acalma daquele silêncio que ensurdece, que grita, que aflige.
O silêncio imposto é a forma mais cruel de poder e de tortura sobre o outro. A pessoa punida se questiona: Foi algo que eu fiz ou que eu não fiz?, Foi algo que eu disse, ou deixei de dizer? Além de refém dessas dúvidas, o silêncio imposto deixa sua vítima com a sensação e o temor de que junto com a interrupção da comunicação tenha se retirado o afeto do parceiro. Alfred Vigny escreveu: “Podemos eliminar os clamores, mas não temos como nos vingar do silêncio.”
Quem silencia ao diálogo não tem nem de longe a ideia do mal que está causando ao outro.
Achou que não tinha como piorar essa agonia? Engano seu.
O silêncio vem acompanhado da indiferença. A indiferença não se limita apenas aos telefonemas que não são retornados, a ausência de respostas às mensagens enviadas, ou de um encontro onde os dois mal se olham e se falam. A indiferença vai além. É um ato de frieza e de desprezo pelo outro. David Saleeby falou: “Não há maior solidão que aquela que se dá não pela ausência da pessoa, mas pela indiferença da sua presença.”
Como podemos, então, transformar esse silêncio punitivo em um silêncio que acalme o coração?
Cada um de nós tem uma nova oportunidade a cada dia de tornar-se uma pessoa melhor. Saber silenciar pode ser aprendido sim. Aprender a silenciar o pensamento cruel de punir o outro com a sua atitude. Aprender a silenciar o julgamento que faz do outro sobre fatos que não sabe e que não viu. Aprender a silenciar as ofensas... Enfim, aprender a respeitar o outro.
Quando olharmos para a pessoa que amamos com generosidade, gentileza, empatia vamos perceber que temos como preencher o espaço que separa uma alma da outra, não com o silencio que atormenta, mas com um silêncio que acolhe, abraça, acaricia.
Não espere ver mudanças se não começar por você. Então, vamos lá: “Você nunca sabe que resultados virão das suas ações. Mas se você não fizer nada não existirão resultados.” Gandhi
Uma semana de mudanças a todos nós.
Foi muito bom ter você ao meu lado até aqui.
Abraços
Isi

 

publicado em 17/04/2014

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