O tempo da música - Marcelo Allgayer

O tempo da música - Marcelo Allgayer

O tempo da música

 

             Uma vez me peguei com o seguinte pensamento: a música é a mais envolvente das artes. Não sei se meus ouvidos e sentimentos evidenciam a concepção da verdade. Mas, jamais senti em toda a minha existência algo que  mexesse  tanto comigo quanto a harmonia de uma música bem tocada, bem arranjada, seja pelo uso dos instrumentos, ou juntamente com o acompanhamento de vozes especiais com timbres particulares e característicos.

             Com efeito, da música clássica à contemporânea um longo caminho e contribuição artísticas foram dados por músicos e vozes, classificados como gênios extraordinários e suas criações talentosas. Certamente, a música é arte que emociona, faz muitas vezes as pessoas viajarem, sentirem, enfim, a beleza de timbres harmoniosos. Muitos ultrapassam o tempo, podendo pensar na infância, na adolescência, na vida do aqui e agora, no futuro que poderá vir.

             Mas, não só no pensar do tempo, a música vislumbra o sentir de um alguém. Mesmo Beethoven que muitos diziam que não escutava em parte de sua existência, foi um dos maiores gênios da música clássica e encantava os  ouvidos de sua geração e, também, encanta até as de hoje.

              Mas a música vem sofrendo transformações com o passar dos anos. Isso é uma constatação que me vem em mente e que não posso negar, ou que ninguém negaria. É claro que cada pessoa tem seus gostos; contudo, observo nos tempos atuais uma banalização da música como arte que na sua essência tornou-se universal. Assim, falando de Brasil, não constato, por exemplo, uma evolução no criar ritmos diferentes, arranjos extraordinários, ou coisa que o valha. Por outro lado, observo que com o poder dos países desenvolvidos (dos continentes da América do Norte e Europeu), os artistas musicais estão anos luz na frente dos de outras terras da esfera global. Entender isso, talvez seja evidenciar que a música necessita de infraestrutura para a criação dos músicos, para que ela também emocione com mais intensidade, evolua, não sendo somente motivo de requebrar das cadeiras das pessoas que as escutem.

              Evoluir para emocionar cada vez mais os sentidos: talvez assim, com certeza, a música será, se já não é, a mais envolvente das artes.

 

 

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