Observai as formigas e as borboletas - por Daniela Gebelucha

Observai as formigas e as borboletas - por Daniela Gebelucha

Observai as formigas e as borboletas

 

Parei para olhar aquela lápide já desgastada pelo tempo. Contemplei atentamente a fotografia. Era de um jovem! Recordei tantas pessoas que conviveram comigo e que não estão mais neste contexto vital. Agradeci! Ora,.... a vida nos convida a viver, e a morte, a morrer. O primeiro suspiro de vida é dolorido. Ainda não sei como é o último, mas acredito que seja intenso, talvez o melhor deles!

Morte e vida andam juntas, sempre estamos morrendo para algumas situações e vivendo para outras. Esse é o jogo da vida! Somos abrandados pelos fantasmas do passado ou atormentados pelas feras selvagens do futuro, deixando de observar, por exemplo, a beleza das borboletas e a fragilidade das formigas que dividem o mesmo espaço. O que quero dizer com isso, é que, estamos tão presos ao passado ou nos preocupamos tanto com o futuro, que esquecemos que o melhor momento de se viver é o presente. É nele, que temos a garantia da felicidade pelo que somos.

Ainda, naquela lápide tinha uma frase que dizia “hoje tu me olhas, amanhã te olharei”. De fato, a frase me chamou atenção. Eu estava ali, parada e olhando para aquele túmulo. Com o passar dos anos, vamos ficando sozinhos, ora fruto de escolhas, ora não; mas sempre haverá alguém que nos fita.

Quando pensamos na condição humana, nas fragilidades e nas fortalezas, começamos a entender o que somos seres vulneráveis e o quanto precisamos compreender a sublimidade, também chamada de mistério da transcendência. Mistério, o qual só é possível ser entendido, quando, de fato, nos tornarmos humanos. Isso acontecerá quando observarmos mais a agudeza das formigas e a excelência das borboletas que dividem o mesmo jardim.

 

 

 

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