Olhares - por Adriana Freitas

Olhares - por Adriana Freitas

OLHARES

 

Uma vez seus olhos atentos fisgaram os meus olhos distraídos. Que olhavam para os lados apenas por diversão. Os seus olhos prenderam os meus, fazendo-os querer ficar. Fazendo-os parar de olhar para os lados e só procurar o seu.

Daí, como um passe de mágica, você e seus olhos sumiram, fazendo-me procurá-los em todos os cantos. Senti falta, amaldiçoei a sorte. Fingi não me importar. Mas sempre procurando em todos os lugares. Cansei. Não se dá para procurar quem não quer ser achado.

Passei novamente a me dispersar, a procura de qualquer outro olhar que não fosse o seu. Apenas por diversão. Apenas para não pensar mais em você. Também cansei. Olhares vazios; foi o que encontrei. Alguns me chamavam atenção, outros não, eram apenas olhares.

Outra vez, saí, na intenção de não olhar, não procurar. Apenas matar o tempo. Fazer o que sempre costumo fazer. As opções que surgiram foram tantas. Impossível não perceber. Não olhar, não me divertir. Não me dispersar e me distrair.

Acabei descobrindo que você não é o único. O seu olho não é mais bonito que aquele cara de camisa branca. O seu beijo é bom, mas existem melhores. O seu abraço é gostoso, mas existem tantos outros abraços gostosos no mundo.

Descobri que existe vida e felicidade sem você. Percebi que você não é tão bonito assim como achei da primeira vez. Que o seu beijo não é tão indispensável como acreditei, que a sua mão sabe percorrer os caminhos devidamente, mas elas não são imprescindíveis como achava que fosse. É eu posso viver sem você e continuar sendo muito feliz.

 

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