Os diamantes azuis - Volume I - Planeta Luz - A primeira missão - por Juvenil Tomas

Os diamantes azuis - Volume I - Planeta Luz - A primeira missão - por Juvenil Tomas

OS DIAMANTES AZUIS – VOLUME I – PLANETA LUZ

A PRIMEIRA MISSÃO

 

     Tobias acordou e percebeu que, estranhamente, dormira sobre uma pedra, uma grande pedra preta que se destacava do solo, não era muito lisa, mas tinha uma bancada que se assemelhava a uma cama. Apesar daquela estranha cama, sentia-se muito bem, descansado, como se tivesse dormido confortavelmente por um bom tempo. Levantou-se e olhou em volta, era um vale muito bonito, recoberto de capim verde, entremeado de grandes e proeminentes pedras, não era grama, era uma espécie de pastagem para animais, bastante regular com mais ou menos dez centímetros de altura, só era mais alto em volta das pedras como se a emoldurá-las. Mais abaixo, após um suave declive, corria um caudaloso rio.

     Respirou fundo, sentiu o frescor da brisa e da relva que o rodeava. O ar puro, fresco e aromatizado enchia e massageava seus pulmões que se expandiam gostosamente, captando o oxigênio límpido e alimentando suas células com aquele gás benfazejo. Um pequeno arbusto ao seu lado o saudava com suaves movimentos de seus galhos. De algumas folhas pendiam brilhantes gotas de orvalho que se tornavam pequeninos sois refletindo os matutinos raios do astro rei.

     Tobias reconheceu parcialmente aquele lugar, lembrava-se vagamente dele como um vale à beira de uma estrada que passava muitas vezes quando era criança e era candieiro – o guia dos bois - do carro de boi de seu pai.

     Ops! Não tinha aquele rio ali, era apenas um grotão, algo estava diferente.

     Não se lembrava de como havia chegado ali. Olhando para o lado mais alto, viu algo parecido com uma barraca de camping bastante grande, de onde saíram duas pessoas ao seu encontro, ficou um pouco assustado, pois se trajavam de modo estranho com vestes parecidas com soldados do antigo Império Romano. Chegaram à pequena distancia e ficaram parados, Tobias perguntou:

     — Que lugar é este? — Eles não responderam, Tobias insistiu:

     — Há quanto tempo estou dormindo sobre esta pedra? — Um deles finalmente respondeu: — Vinte e dois anos.

     — Vinte e dois anos? — Repetiu ele incrédulo — Isto não pode ser! Ninguém dorme vinte e dois anos, muito menos sobre uma pedra.

     Eles nada responderam. Tobias sentiu um calafrio e começou a perceber que algo muito diferente estava acontecendo, sentindo um forte tremor nas pernas, sentou-se novamente na pedra e exclamou:

     — Meu Deus! O que aconteceu? Que lugar é este?

     Reanimando-se do choque inicial aproximou-se novamente dos dois, digamos ,“soldados”, dizendo:

     — Por favor, me digam que lugar é este? O que estou fazendo aqui?

     Eles responderam apenas: — Vá trabalhar.

     Tobias estava muito confuso e perguntou:

     — Trabalhar? Como? O que devo fazer?

     Eles apenas repetiram: — Vá trabalhar.

     Tobias insistia e fez inúmeras perguntas, mas os dois só respondiam aquilo — Vá trabalhar — Depois de algum tempo começaram a irritar-se e o ameaçaram com uma chibata. Tobias então se afastou dos dois, caminhando em direção ao rio. Logo percebeu que próximo à margem havia mais pessoas, estavam ocupadas cada uma fazendo alguma coisa, umas cortavam madeiras, outras cavavam buracos. Ficou observando o que faziam e ficou ainda mais atordoado.

 

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