Os Diamantes Azuis - Volume I - Planeta Luz - Por Juvenil Tomas

Os Diamantes Azuis - Volume I - Planeta Luz - Por Juvenil Tomas

OS DIAMANTES AZUIS – VOLUME I – PLANETA LUZ

A PRIMEIRA MISSÃO - Continuação

  

     — O que está acontecendo aqui? Por que estão parados?

    Tobias se dirigiu a ele respeitosamente:

     — Está pronto senhor!

     — Pronto? O que é que está pronto?

     Tobias indicou com a mão direita:

     — Veja o senhor mesmo — Passando apressadamente entre os trabalhadores, logo o chefe dos guardas parou admirado, via uma linda cabana construída de madeira. Andou em volta dela e observou os detalhes. Foi construído um piso elevado, com os troncos abertos e alisados, formando um belo piso de madeira, as paredes foram construídas da mesma forma, a cobertura foi feita com folhas de palmeiras cuidadosamente amarradas.

     O chefe da guarda retirou do bolso algo que parecia uma agenda e começou a consultar, em seguida tirou seu capacete, jogou de lado e disse:

     — Não estava previsto para acontecer agora! Mas realmente — elevando bastante a voz gritou:

     — ESTÁ PRONTO!

     Ao ouvirem o grito, os trabalhadores foram tomados de grande alegria, começaram a gritar e comemorar, abraçavam-se e se cumprimentavam. Alguns pareciam estar mais conscientes do ocorrido, outros não entendiam, mas acabavam deixando-se levar pela energia e espírito de felicidade dos outros.

     Enquanto os trabalhadores comemoravam os guardas foram retirando suas armaduras e deixando conhecer sua verdadeira identidade. Quando tiraram as armaduras, tornaram-se translúcidos, brilhantes e luminosos como algo celestial. Agora não havia mais dúvidas, eram três anjos.

    Os trabalhadores se reuniram em volta deles e se ajoelharam rezaram e pediram que explicassem o que estava acontecendo. O arcanjo explicou:

     — Este é um lugar de purificação. Vocês todos são vitoriosos, foram agraciados com a possibilidade de caminhar para o Paraíso, porém ainda não estão prontos para Ele e devem cumprir algumas missões, acostumarem-se com novas realidades, antes de poderem ser encaminhados ao Paraíso.

     Os trabalhadores comemoraram novamente. Um deles perguntou:

     — Senhor o que faremos agora?

     — A tarefa de vocês era trabalhar organizadamente fazer algo de útil, poderia ser qualquer coisa: um barco, uma ponte sobre o rio, etc. Fizeram uma casa, ficou muito bonita e eu considerei a missão cumprida. Terminaram bem antes do prazo estipulado, vocês ainda teriam vinte e dois anos para concluir. Portanto nestes vinte e dois anos vocês podem escolher: voltar a dormir ou cumprir outras missões.

     Quase todos responderam:

     — Queremos outras missões — E alguém comentou:

     — Com a experiência que adquirimos aqui, será mais fácil cumprir as próximas.

     O arcanjo voltou a explicar:

     — Não encontrarão os mesmos desafios, cada um é diferente e para homogeneizar os conhecimentos vocês não se lembrarão que estiveram aqui. Estarão juntos com pessoas diferentes, que vieram de diversos lugares e diversas fases de purificação, mas pensarão que é a primeira missão e todos serão iguais enquanto trabalham.

     Outro trabalhador questionou:

     — Assim perdemos tempo, tendo que começar sempre de novo, se levássemos a experiência, poderíamos concluir os trabalhos em menos tempo — O Arcanjo respondeu:

     — Outra coisa que aprenderão é que o tempo aqui não é contado como conhecem e não é o mais importante, o mais importante é a evolução. 

     Outro ainda perguntou:

     — Então para onde iremos agora?

     — Isto eu não sei, meu trabalho com vocês termina aqui, mas vocês poderão subir esta montanha e descobrirão. Se quiserem poderão descansar na casa de vocês por algum tempo, depois partem. Mas antes de partir tenho ainda uma surpresa para vocês, como eu disse antes, em um grupo como este há pessoas com diversos níveis de purificação e há alguns entre vocês que concluíram, com esta missão, a sua purificação e seguirão comigo para o Paraíso.

     Houve uma grande comoção entre os trabalhadores e uma grande curiosidade para saber quem eram.

     — Isto nem eu sei ainda, somente a Deus é conhecido. Precisamos de um momento de muita concentração e oração agora, peço que todos se ajoelhem e vamos orar fervorosamente a Deus, para que Ele nos indique os purificados. Ajoelharam-se e o Arcanjo rezou:

     — Deus pai todo poderoso criador do Céu e da Terra, nós vos oferecemos, neste momento, este nosso trabalho, que ele seja aceito por Vós como prova de nossa dedicação e amor na construção do nosso caminho para a Glória eterna. E, se é de vosso agrado que alguns dos fiéis que ora terminam este trabalho sejam conduzidos a Vossa presença, que nos indique seus escolhidos. 

     Houve um grande silêncio e todos permaneciam em oração profundamente concentrados. Depois de alguns minutos começou a ouvirem-se alguns soluços entre os trabalhadores, como alguém que começasse a chorar. Dentre os trabalhadores alguns começaram a transfigurar-se, eram seis no total, suas vestes ficaram alvas e eles brilhavam, então houve uma grande comoção e todos queriam abraçá-los.

     Depois de muita comemoração e cumprimentos, os seis foram carregados até a presença dos anjos, que também os abraçaram e disseram:

     — Bem-vindos benditos filhos de Deus para o Paraíso que foi preparado para vocês.

     Então os nove, dando adeus aos demais trabalhadores se retiraram abraçados.

    Houve certa desolação entre os que ficaram, foi muita emoção naquela manhã. Combinaram que descansariam por alguns dias e depois também partiriam.

     Algumas semanas depois alguns acharam que já era hora de partir, reuniram um pequeno grupo, entre eles estava Tobias. No dia combinado para partir, Tobias acordou bem cedo para participar da última alvorada naquele vale, ainda no lusco-fusco da madrugada. Tobias observava tudo, o frio e brilhante orvalho que cobria a relva e os arbustos, a bruma fumegante que subia do rio e envolvia as árvores e a cabana formando um ambiente tão fantástico que fustigava sua alma com sentimentos tão agudos que transcendiam a razão, não lhe era possível identificar sua natureza. Tobias se ajoelhou, molhou as mãos no fresco orvalho e levou ao rosto, amalgamando aquela água límpida e divina com suas humanas e latejantes lágrimas que brotavam abundantes.

     Depois daquele momento de contemplação e adoração, reuniu seu grupo e começaram a subir a montanha, do alto dela avistaram dois enormes vales e muitas comunidades cada uma com uma incumbência a cumprir.

    Caminharam um pouco mais e encontraram uma linha de trem de ferro, seguindo a linha, pouco mais à frente chegaram uma pequena estação; aguardaram nela por algum tempo e logo viram um trem aproximando-se e parando suavemente à frente deles. Embarcaram e o trem partiu, movia-se com tanta suavidade que parecia flutuar. Um intenso sono se apoderou deles e em pouco tempo todos adormeceram.

 

Continua...

 

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