Outras curiosidades sobre o amor - por Patrícia Dantas

Outras curiosidades sobre o amor - por Patrícia Dantas

por Patrícia Dantas

Quanto mais se pensa, fala, acredita, divulga e propaga o amor aos quatro cantos, mais a curiosidade em vivê-lo arrebata muitos ímpetos, mesmo os mais cautelosos e desconfiados encenam o que não estava previsto.

Curiosidade para quem ainda não viveu! E viver o amor em toda sua plenitude, sem explicações, senti-lo na alma, dar voltas com sua soberania desinteressada, fazê-lo um grande navio cheio de luzes ao cair da noite, com duas taças esperando um paraíso acontecer – uma imagem que só ele nos faz acreditar!

Nada basta, tudo é som e se move no ritmo do coração e da alma, o chão que pisamos parece que possui um ritmo próprio – o ritmo do nosso passo, apressado, ansioso, à espera –, uma sinestesia completa, individual, às vezes melancólica e louca, sem a preocupação com o mundo paralelo das sensações.

Pois ele acontece, e acontece quando menos se espera entrar no grande palco, nem precisa querer, nem estar preparado, não há truques, nem sorrisos bizarros e ridículos; há sim olhares nefastos, oferendas, suspiros, gargalhadas borbulhando no ar como espumantes frescos e cheirosos, uma loucura espalhada que pulsa e necessita ser dividida, não explicada.

Tudo isso porque hoje acordei pensando o que realmente é o amor, o significado dele na vida das pessoas, seu peso, sua leveza, sua audácia, sua imprevisibilidade; como age na noite, como sufoca, como estilhaça, como se ama. Observei o espaço por alguns minutos, como se ele (o amor) estivesse no ar, soltando seus encantos melindrosos, busquei explicações, motivos e ocasiões dentro de mim, uma forma qualquer de entendê-lo, já que ninguém pode pegar ou dar formas, apenas imaginar como seria seu pouso, talvez a forma de um deus soltando flechas aleatórias ou escolhidas, mas penso que não é bem assim – realmente, acho que ele não possui explicações, só divagações e especulações que saem da órbita racional.

Cheguei a uma quase conclusão - porque não gosto de concluir nada, gosto das continuidades das coisas: é melhor viver o que ele realmente é ou se faz para cada pessoa, deixar sua sensatez ou loucura acontecer, como ele vem, completo ou arrebatado ou faltando alguma parte, talvez deixada por esquecimento nas mãos de outra pessoa.

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Publicado 04/02/2014

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