Paul Richard Ugo - Entrevistado

Paul Richard Ugo - Entrevistado

Por Shirley M. Cavalcante ( SMC)

 

Publicitário, redator e professor, desde criança criando roteiros de filmes imaginários, e depois roteiros de filmes de treinamento, publicidades em TV, textos para anúncios impressos e, em casa, criando histórias e colecionando ideias. Amante dos livros e filmes de mistério e de autores como Edgard Alan Poe, H.P. Lovecraft, Stephen King e Humberto de Campos, teve influência da série americana de Rod Serling - Twilight Zone, e das produções da inglesa Hammer Films além dos incríveis filmes de Hitchcock. Este é Paul Richard Ugo, contista de mistério que descreve, além da história, o ambiente onde as tramas acontecem fazendo com que cada lugar se transforme também em um personagem.

 

“A leitura pode ser feita com dois pontos de vista. O do simples entretenimento para quem gosta do estilo, e o da crítica ao comportamento humano.”

 

Boa Leitura!

 

Publicitário, professor e escritor Paul Richard Ugo, é um prazer contarmos com a sua participação no projeto Divulga Escritor, conte-nos um pouco sobre o seu livro Contos de Alguns Lugares.

Paul Richard Ugo - Comecei a escrever os Contos de Alguns Lugares como conteúdo de um blog de textos que tenho. Neste estilo, somei 13 contos que me pareceram interessantes para formarem um livro. Mas, acabei me entusiasmando pela opinião de algumas pessoas ligadas ao meio literário para as quais eu enviava pedindo opinião, e ao chegar ao vigésimo segundo conto, que me foi ditado pela intuição, dei por concluída a obra. Hoje o livro está seguindo um caminho muito bom, com críticas positivas por parte de leitores especializados no tema apesar de toda a dificuldade que tenho como escritor desconhecido e estreante. Em dezembro de 2015, três meses depois do lançamento, o livro entrou para a lista dos melhores livros de terror do ano de 2015, segundo o blog Biblioteca do Terror.

 

Em que momento pensou em escrever o seu livro “Contos de Alguns Lugares”?

Paul Richard Ugo - Sempre senti necessidade de escrever. Desde pequeno escrevia roteiros de filmes que nunca foram produzidos, de histórias que nunca viraram livros, até que profissionalmente esta bagagem acabou por me ajudar quando escrevi colunas para jornais, roteiros para filmes publicitários e textos para anúncios em mídia impressa. Mas o sobrenatural sempre me fascinou. Desde meus primeiros filmes em super-8 até as gravações de novelas de comédias de terror com amigos em fitas K-7 gravadas em toscos gravadores portáteis, que o tema terror me acompanha. Foi como um pote que foi enchendo até que decidi dividir minhas histórias com o público. Gosto de pesquisas e o livro me permitiu isso.

 

Como foi a construção dos contos que compõe o livro?

Paul Richard Ugo - Não posso negar que tenho forte influência daquilo que vi e ouvi quando criança. Havia um programa de rádio no Rio de Janeiro chamado “Eu Acredito no Incrível” que eu ouvia com a empregada doméstica que trabalhava em minha casa. Eram assustadores. Depois, não perdia nenhum filme da Hammer Films com Peter Cushing, Vincent Price, Bela Lugosi, Christopher Lee, dentre outros ícones da produtora. Depois disso, a série americana Twilight Zone, ainda na TV em preto e branco (depois houve um remake produzido por Steven Spielberg), me deixava sem dormir. Tive várias experiências sobrenaturais reais que uso em meus contos. Todos eles contêm elementos de experiências vivenciadas por mim sejam pelos lugares por onde passei ou por coisas que realmente aconteceram.

 

O livro tem seu diferencial, por ter em seu contexto acontecimentos bizarros e inexplicáveis em forma de contos, pode nos dar um breve exemplo de temas abordados na obra?

Paul Richard Ugo - A leitura pode ser feita com dois pontos de vista. O do simples entretenimento para quem gosta do estilo, e o da crítica ao comportamento humano. Nos contos, pessoas normais relatam seus sofrimentos, suas fraquezas, suas taras, suas perversões, suas maldades, bondades. Sofrem discriminações, bulling, inveja, ganância, poder e vários contos se basearam em fatos acontecidos nos lugares apresentados. Passeio por várias cidades do Estado de Maryland, pelo Maine, por Nova York dos anos 80, pelos bairros de Lisboa de 1959, pela região do Azeitão, por Londres e pela Escócia. Sempre detalhando diversos fatos e curiosidades históricas e geográficas sobre cada lugar. O bizarro descrito em minhas histórias não é mais forte do que vemos todos os dias. Só intrigam o leitor pois as motivações são sobrenaturais.

 

Que tipo de textos gostas de ler?

Paul Richard Ugo - Gosto de curiosidades sobrenaturais, estudos dos mistérios da alma, do espírito, da relação entre o bem e o mal, dos monstros que habitam nossa fantasia e como eles acabam por se tornarem reais. Gosto de estudos místicos e religiosos, ufológicos, pesquisar sobre tudo à minha volta (o que já fez com que os mais próximos me chamem de Mister Google). Não me considero um intelectual pois estes formam conceitos. Me considero um estudioso com boa informação enciclopédica. Fui criado numa família de educadores, cercado de livros científicos, artísticos e de ciências naturais. Sou um curioso e me aprofundo nos temas que me agucem a curiosidade. Passei por algumas experiências místicas na infância que me levaram a estudar seus motivos e consequências. Em síntese, sou um ser em busca de explicações.

 

Onde podemos comprar o seu livro?  

Paul Richard Ugo - Meu livro está disponível na rede da Livraria da Travessa, onde foi o lançamento em outubro de 2015, para o livro físico. No site da editora Autografia, o leitor pode encontrar o livro físico e o formato e-book. Na Amazon, a versão e-book já está disponível. É só acessar os links a seguir:

Travessa

Amazon

Autografia
 

Quais os principais hobbies do escritor Paul Richard Ugo?

Paul Richard Ugo - Ler, pesquisar, pescar. Recentemente, encontrei um hobbie que tem me encantado e me levado aos tempos em que estudei teatro, que vivi em estúdios, e criei personagens. O meu canal no Youtube. É muito divertido fazer os vídeos que tenho postado e feito sozinho, sem ajuda de ninguém. Preparo meu cenário em casa mesmo, meu figurino, faço meu pequeno roteiro para não fugir do tema, edito, coloco trilhas, efeitos sonoros, visuais, etc. É muito divertido e me tira da realidade por uns instantes. Volto ao meu tempo de adolescente. E, sem dúvida nenhuma, o melhor hobbie é escrever. Às vezes os textos saem “a prima pena” tão prontos que até desconfio se não foram intuídos por algum escritor morto. Quem sabe? Quem quiser visitar o canal, é só acessar o link

https://www.youtube.com/channel/UCLYgRcOjRrgvDYC7m2zvGog

 

Como você vê a literatura no mercado publicitário?

Paul Richard Ugo - Não tenho acompanhado muito o mercado literário mas percebo que apesar da crise que vivemos, os novos meios permitiram um crescimento no número de escritores que encontram cada vez mais facilidades em editar suas obras. Vejo o fenômeno dos Vlogs e Blogs como um manancial usado por editoras para encontrar valores que sejam comercialmente interessantes. Já o mercado publicitário vive olhando para seu próprio umbigo como produtor de entretenimento literário, mas se alimenta cada vez mais destes expoentes escritores pois eles são a renovação das tendências, as vozes das tribos com hábitos muito próprios que acabam formando segmentos mercadológicos bem definidos e interessantes.

 

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o escritor, publicitário e professor Paul Richard Ugo. Agradecemos sua participação no projeto Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Paul Richard Ugo - Não se limitem a ler os best sellers ou os escritores da moda. Busquem novos textos, novos caminhos literários. Não caiam nas armadilhas das editoras e de escritores que caminham nas sombras de sucessos muitas vezes de qualidade duvidosa, mas que acabam sendo consumidos com a sofreguidão da rápida obsolescência. Busquem textos que fiquem gravados em suas almas, que sejam mais profundos e que possam construir com seus pedacinhos de papel recheados de palavras, seres humanos mais ricos de informações, mais cheios de cultura, mais cheios de arte. Mesmo aqueles que falam sobre as mais mórbidas sombras que habitam nossas almas!

 

 

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Imagem de divulgação da entrevista

 

 

 

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