Pedroom Lanne - Entrevistado

Pedroom Lanne - Entrevistado

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

 

Pedroom Lanne é webwriter, mestre em Comunicação Social e especialista em novas mídias, mas, sobretudo, Doom player, dinossauro da era dos BBS e amante fervoroso de ficção-científica de um modo geral, fã e apaixonado pela literatura do fantástico. É esta justa paixão que guia Pedroom em sua obra de estreia como escritor romancista através da ficção-científica – o título "Adução" –, uma narrativa que ultrapassa as fronteiras de seu entusiasmo pelo conhecimento e aflora em palavras sua linha de pensamento que converge na busca de um mundo onde sabedoria, fé e utopia convivem harmonicamente. Como inspiração, Pedroom é leitor e aficcionado por autores póstumos como Poe, Wells, Verne e Monteiro Lobato, e contemporâneos como S. King, J. Anson e Érico Veríssimo. Diz que seus livros prediletos são “Histórias Extraordinárias”, “Christiane F.”, “1984” e “Laranja Mecânica”, e o melhor filme que já viu, pois, além de leitor e escritor é também cinéfilo, foi "Rapa Nui".

“Que o leitor atual consiga tirar vantagem de algo que há pouco tempo era impossível: manter contato com o escritor via Internet, sobretudo os novos escritores.”

Boa Leitura!

 

Escritor Pedroom Lanne é um prazer contarmos com a sua participação no projeto Divulga Escritor, conte-nos em que momento pensou em escrever o seu livro “Adução, o Dossiê Alienígena”?

Pedroom Lanne - A trama desse livro me veio à cabeça no dia 22 de Dezembro de 2012 quando estive visitando a cidade São Thomé das Letras em Minas Gerais (Brasil), por ocasião daquela que deveria ser a data do “fim do mundo” previsto no calendário maia. Em outras palavras, a inspiração para escrever “Adução” veio no primeiro dia do reinício da conta longa do calendário maia. Costumo dizer que essa história foi plantada na minha mente por algum alienígena, não só pela ocasião em que a imaginei, também pelo fato da cidade de São Thomé ser um ponto turístico conhecido por supostas visitações e contatos de seres extraterrestres. Verdade é que estive lá de férias com minha esposa, ela que não conhecia o local, pois, se o mundo fosse mesmo acabar, talvez lá fosse um bom lugar para se estar caso algum alienígena se dispusesse a nos salvar. É claro que digo isso de brincadeira, verdade é que o mundo não acabou e eu tive essa súbita inspiração quando lá estive, se isso teve alguma influência do além, não existe nenhuma prova material ou consciente do fato, eu prefiro acreditar que o lugar me inspirou, apenas isso.

 

Quais os principais desafios para escrita do enredo que compõe a obra?

Pedroom Lanne - O grande desafio foi abordar temas que estão completamente fora da minha área de conhecimento, especialmente para desenvolver o universo imaginário no qual vivem os alienígenas da história que desenvolvi, o mundo quântico, habitado pela espécie que denominei Quanticus-sapiens, pois tive que me basear nas mais recentes teorias da física quântica para desenvolvê-lo. Um desafio para um mero comunicólogo cuja afinidade com a matemática é praticamente nula.

 

De que forma estes desafios foram superados?

Pedroom Lanne - Imaginação e intuição são as palavras-chave para a superação desse desafio, mas não só. Tive que pesquisar muitos sítios e buscar várias referências sobre física quântica, matemática e astronomia para compor uma história que fosse coerente com as teorias atuais. Hoje, a Internet facilita bastante esse trabalho, de forma que consegui superar essas dúvidas sem precisar recorrer a entrevistas com professores e pesquisadores do assunto. Consegui reunir as informações que precisava sozinho, somente consultei um especialista, um professor de física, que me ajudou a confirmar a coerência dos assuntos da forma como os abordei. O mesmo vale para os campos das biomédicas e da psicologia, outras duas áreas de grande apelo dentro da história que escrevi, das quais obtive muitas informações junto a especialistas de ambas.

 

O que mais o encanta em “Adução, o Dossiê Alienígena”?

Pedroom Lanne - É difícil, como autor, dizer o que mais encanta em minha obra. Talvez o forte da obra seja o que mais “desencanta”, pois, em grande parte, a história se trata de uma crítica ou sátira dos nossos conceitos de vida e sociedade. A partir de uma perspectiva consciente mais evoluída que a nossa, tento expor o que os alienígenas pensariam de nossa existência atual aqui na Terra. Da mesma forma, eu questiono nossas utopias de um mundo mais desenvolvido, de modo que o universo alienígena que imaginei também tem suas falhas e os seus limites, difere-se do nosso apenas por praticar uma ética diferenciada e mais refinada que a nossa, e, claro, pela tecnologia, que é super, hiper, ultra-avançada.

 

Que temas são abordados nesta obra?

Pedroom Lanne - Embora pareça que não, o tema mais forte da obra é a evolução das espécies, pois a aventura não se resume ao drama dos personagens humanos (terráqueos) que utilizei para compor o enredo da história, se trata de como e o quanto uma espécie precisa evoluir em termos tecnológicos e genéticos para conseguir habitar o espaço. Nesse sentido, os protagonistas humanos formam um elo de nossa civilização atual com a civilização alienígena futurista (tendo como pano de fundo uma história sobre viagem no tempo), enquanto a história que narro, aquela que me veio a mente quando estava em São Thomé das Letras, é a história dos alienígenas, de como eles evoluíram como espécie até um dia conquistarem e habitarem o espaço.

 

Qual a mensagem que você quer transmitir ao leitor através do enredo que compõe a obra, nos apresente os principais personagens e sua missão?

Pedroom Lanne - Não posso dar detalhes sobre os protagonistas humanos da história, pois tiraria a graça da leitura já no princípio do livro. Posso apenas dizer que eles foram escolhidos e modelados conforme o tema que queria abordar que é, como enfatizei anteriormente, a história dos alienígenas, inclusive a data de partida da história e as características dos mesmos foram delineadas com esse objetivo, por isso, posso dizer, eles são norte-americanos que vivem no ano de 1978 – não porque quis escrever uma história “americanófila” ou criar algo que tivesse apelo para o mercado dos EUA, o próprio desenvolvimento da história vai desmentir essa aparência inicial, poderia dizer, até, que a história não tem nada de norte-americana, se trata de uma “armadilha” para os norte-americanos.
Quanto a mensagem que quero transmitir, muito simples, mostrar que muitos de nossos valores, que as dores de nossa sociedade atual são mesquinhas e ultrapassadas, que uma existência em nível cósmico implica em deixarmos tudo isso para trás.

 

Como você vê o mercado literário Nacional?

Pedroom Lanne - No Brasil, péssimo. Embora exista um boom de novas publicações e autores, muito em função das facilidades que se tem para publicar um livro hoje em dia, ou mesmo se publicar na Internet, em termos de mercado, a coisa continua ruim por aqui. Digo que continua em função do que ouço de outros escritores que já estão nessa estrada há décadas sem conseguir um mínimo espaço de destaque. Aqui no Brasil, e temo que em Portugal o cenário não seja muito diferente segundo alguns relatos que testemunhei em blogs lusos, só há espaço para os best-sellers, sobretudo os livros estrangeiros. Aposto que nas livrarias de Portugal o estande de maior destaque no momento seja dos livros de Star Wars e da Marvel, ou seja, exatamente como acontece por aqui.

 

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o escritor Pedroom Lanne. Agradecemos sua participação no projeto Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Pedroom Lanne - Que prestigiem os novos autores, tem muita coisa boa e substancial surgindo mas ainda carente de pessoas que se interessem. Que o leitor atual consiga tirar vantagem de algo que há pouco tempo era impossível: manter contato com o escritor via Internet, sobretudo os novos escritores. Pensem que, como o amor, um bom livro pode surgir onde menos se espera.

Quanto ao meu livro, peço ao leitor que venha se aventurar por minhas palavras, que tenha perseverança na leitura, pois retratar a inteligência alienígena não é simples, e qualquer dificuldade que criei foi proposital para ilustrar exatamente isso, ainda assim, passível de ser compreendida ao longo do texto. Somente no final o entendimento será completo, pois é justamente o que quero expressar com a palavra que denomina a obra: adução. Faço um apelo ao publico feminino, pois essa obra é uma obra universal que perpassa por temas que, creio, a sensibilidade da mulher irá saber apreciar melhor que os homens.

 

Vou deixar o link de meu site pessoal, a raiz de tudo, de onde qualquer surfista virtual poderá conhecer melhor o meu perfil como escritor, navegar por todas minhas páginas na web e nas mídias sociais que participo:
http://www.pedroom.com.br

 

Site da Amazon, sítio de melhor oferta para compra do livro ou do ebook “Adução, o Dossiê Alienígena”:

E a fanpage do livro no Facebook:

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