Poeta esquecido - por Daniela Gebelucha

Poeta esquecido - por Daniela Gebelucha

Poeta esquecido!

 

O mau e o bem do poeta

Está na essência de sentir!

Ele sente tantas coisas

Ora chora ora sorri!

 

E eu diria tantas coisas,

Mas não direi,

Coisas, não merecem ser ditas!

Coisas são coisas!

Coisas são tocadas,

Vistas, sentidas!

 

Que culpem-me pelas palavras

Que não disse,

Pelas coisas que não fiz!

Mas que não me culpem

Pelos sentimentos sentidos,

Pelos amores vividos,

Pelos tempos perdidos!

 

Que culpem-me pelo poeta

Que não – sou!

Pelas palavras que pronunciei

Que culpem pelos meus escritos

Que culpem por tudo... aflitos!

 

Que sintam como eu sinto

Que beijem como eu beijo

Que chorem de desgosto

Que morram de desejo!

 

Que façam rimas

Poemas sem sina!

Que façam palavras

Que libertem, nas madrugadas!

 

Que amam como esse poeta

Que já não sabe...

Nem como, nem o porquê!

Já não sabe usar as palavras certas...

Já não sabe escolher...

 

Que culpem-me pelas escolhas,

Pelos sonhos não sonhados,

Pelos sentimentos desprezados,

E  que sofram por amor!

Que abracem mesmo sentindo dor,

Que vivam sem rancor!

 

Que trilhem os caminhos

Ora limpos ora espinhos,...

Mas que sejam verdadeiros

E que amem por inteiro!

 

Que brinquem nas praças

Que chorem feito crianças

Que libertem os sentimentos

Que voltem à infância!

 

Que vivem...

Comigo...

Sem mim!

Que se alegrem

Ou que chorem

Ao lembrar de mim!

 

 

 

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