População de rua - por Roberto Mello

População de rua - por Roberto Mello

População de rua

 

Aquela população ali presente

Deitada ao relento apenas aguardando

Fitando o nada por algo inconsciente

E pela sombra da noite esperando.

 

Tua espera, eu vejo possível milagre...

O milagre de conquistar um teto

Nem sempre almejar um teto é milagre

Um possível milagre é quase certo.

 

A espera para alguns é muito longa

Alguma história sumariamente ela conta...

Para outros, milagre nunca acontece...

Você ouve e logo depois se entristece.

 

O tempo sem perdoar continua

Esta vida sem emoção insinua

A tal da esperança avança na rua

Sobrando olhares e clamando à lua.

 

Assim, vejo a população aumentando...

Às marquises, ouço pessoas chorando,

Pelas calçadas pânico e outras gritando,

Será possível o milagre chegando?

 

Vejo sopas quentes, pão, água e acalento,

Trazendo alimentos e palavras ao sofrimento,

De pessoas, do nada, abrolhando como exército,

Abrandando desvalidos com total descrédito.

 

E nessa variável, onde está a humanidade social?

Nessas inconstâncias de variáveis,

Existem pessoas muito afáveis,

Desconhecidas, mas com atos insuperáveis.

 

E assim, a vida segue com seus tratos...

E assim, a vida castiga com maus tratos...

E assim, uma humanidade omissa

Caminha na vida sem base de uma premissa.

 

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