Prisioneiro - por Anchieta Antunes

Prisioneiro - por Anchieta Antunes

Prisioneiro

 

Na trilha do Halley

entre labaredas e fagulhas

riscando um céu

mil vezes riscado

iluminando a chama do dia,

brilha na noite eterna

fulge nos pingos de dor,

tinge a crua verdade

traçando ensinamentos

e rasgando entranhas

para eviscerar erros perpétuos

e ensinar novos caminhos

criando a eternidade.

 

Velho roble nodoso

galhos fortes

frutos podres escarlates

vísceras que enraízam

na morfina do pântano calado.

Se abarca um mundo disforme

que fecha os olhos cegos

do cego que enxerga demônios

e percebe as gotas que caem quadradas

nos pés que pisam no charco

no andar de bêbado sóbrio

na beira da vida.

 

Trôpego vidente

da desarmonia que chora

em eterna agonia

hoje, sisudo no catre,

prisioneiro do corpo agrilhoado

pendente de movimentos alheios,

sorrindo o riso do pai com tempo e folga por meditar

na lição do Pai Eterno

zelando pelo meu eu.

 

 

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