Q. B. de Ambição... - por Maria de Fátima Soares

Q. B. de Ambição... - por Maria de Fátima Soares

Q. B. DE AMBIÇÃO...

 

Há tempo falei sobre ser uma pessoa pouco exigente. Contentar-me com pouco! Sempre fui assim. Reconheço. Devia ser um pouco mais ambiciosa. Mas, sou assim! O que tenho basta-me. O que sou, contenta-me, de certo modo. O obtido na vida (nem sempre é pacífico). Passar a vida a tentar equilibrá-la e ela pender sempre, para o outro lado, é irritante, contudo é a que tenho. Não é má, se olharmos à volta. Costumam regularmente dizer-me: "Há pior!" Claro, que sim! Mas nem respondo. Ou encolho os ombros (com o meu ar notório de enfado), contraponho: "Também há muito melhor e somos todos iguais!"

Numa sociedade como a que criámos, agudizam-se as diferenças entre "classes." Sendo "classe, também, uma coisa precisa a alguns, que os "pobres" têm de sobra. Felizmente não é pelo livro de cheques, posição social que se é "alguém," envolve muito mais. Contam muito, ainda, os "antecedentes," não seria desejável... Mas, na realidade? Custa assistirmos a disparidades gritantes entre as pessoas. Nasce-se do mesmo modo, para as mesmas coisas, com as mesmas ferramentas de início. É certo que depois, o que cada um faz com as suas, vai de si. Todavia sabemos que fruto da "esperteza," acessibilidade diferente (logo de nascença) numa família "poderosa," uns têm (por obrigação) e (vantagem) serem mais privilegiados que outros.

Os que admiro? Os que conseguem as coisas a esforço. Podem passar um ano a amealhar (ou dois), para ir a algum lado que sonhem... Quando outros já foram a vinte e se gabam, estes passa-lhes ao lado! Por vezes vão e nem dizem. Esses, sim!  A vida é complicada, mais para uns que os restantes. À vida, enquanto cá estamos, deve dar-se valor! Percebe-se que há, os que não lhe dão importância nenhuma. Uns, relativo, ou muito. Outros  "compram-na!" Tudo o que vão conseguindo, é dado adquirido. Bastos, também, empenham-se! Vivem de aparência. Fazem uma vida de "risco" para se "equipararem." Enfim...

Tudo, para chegar ao mesmo de sempre. A vida é injusta, a distribuição de riqueza, uma "cegada." Os direitos das pessoas uma quimera. Logo: Uns, podem. Outros, vão podendo (a longo prazo), e menos, não! Por isso devem contentar-se, toda a vida, ao ver os demais passar-lhes na frente? Não! Mas isso não é inveja. Nem, ciúme. Deve ser, vontade de reagir. Chegar, lá! A tal ambição, saudável! Obter por mérito. Esforço! Dá muito mais felicidade e gozo, do que a quem tem tudo ali à mão. Basta assobiar e "põe-se" em qualquer destino no mundo. 

Nunca tive inveja de outros! Não, aquela inveja "doentia," que ficasse a remoer. NUNCA! Por vezes reparo, penso para comigo: Não era mau se me calhassem uns números certos no jogo! Se pudesse ir... Vivesse ali..." Breve sigo e esqueço. É pacífico! Pelo contrário, tenho alegria de ver outros conseguir as coisas. Os que se me dirigem (no que posso, ajudo) já o fiz, de várias formas. Não me incomoda o sucesso. As vidas "boas," de outros. Se tenho pena de não conseguir algumas coisas? Tenho! Mentiria se o negasse. Se acho revoltante, muitas outras, pois claro! Mas não me altero. Vendo, torno "amiga, para alcançar o mesmo, ou melhor. Sinto-me, bem como sou. Optimamente? Com quem gosto de me dar, que seja como eu!

Triste mesmo, é darmos conta que na vida, alguma entidade desconhecida, (ou a vida mesmo), pega num punhado (muito restrito) de pessoas e resolve torná-las donos do resto do mundo. Ou pensarem que são. E  que todos os restantes? Deixem! Permitam que tudo se passe assim.

 

Conheça outros parceiros da rede de divulgação "Divulga Escritor"!

 

       

 

 

Serviços Divulga Escritor:

Divulgar Livros:

 

Editoras parceiras Divulga Escritor