Qual o preço? - por Andréia Franco

Qual o preço? - por Andréia Franco

 

Qual o preço que se paga

Por uma mercadoria?

         Qual o preço que se paga

Por um amor ou uma vida?

 

Qual o preço?

Dizem por aí que, certas

Coisas, não tem preço,

Mas as pessoas se estrepam

E se desfazem de cosias

Que antes cultivavam com tanto labor

 

Qual o preço?

Você diz que muitas coisas

Não tem preço, mas,

No primeiro momento,

Troca-lhes ao preço de uma mercadoria

 

Roubaram o canto da minha voz

Porque não me deram a atenção

Que eu realmente merecia

Eu então desandava em choro

Venderam meu canto

Ao preço de uma mercadoria

 

Meu choro pôs-se a desandar

Num canto que ninguém mais ouvia

Um soluço desatinado, daquele tipo

De coisa que ninguém entendia

 

Qual o preço?

Roubaram o valor da poesia

Por coisas fúteis

Que sua atenção não merecia

 

O descrédito é, em si,

O valor da mercadoria e, no

Desvalor da mais doce poesia

A vida também perdeu o seu valor

Pois há aqueles que nos trocam

Como se fossemos uma mercadoria

 

A mercadoria ganhou, enfim,

Algum valor, ao passo que o

Sentimento, em si, ficou em

         Desvalor...

 

Brigaram tanto pelo que não

Tinha real valor que meu pranto secou,

Quis pousar noutro recanto

Aonde aquela flor vingou

 

E a mercadoria, em si, depois de

Usada, enferrujou, ao passo que a

Flor do meu jardim, de tanto eu regá-la,

Desabrochou...

 

Qual o preço?

Qual o real valor da poesia?

Dizem que poesia é coisa mundana,

Mas, eu prefiro perder-me em

Coisas mundanas que vender-me

Ao preço de uma mercadoria... 

 

 

publicado em 21/03/2014

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