Quanto mais velho, melhor – Por SILVA NETO

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Divulgando Escritores – Colunista – pag. 3

 

A vida nos remete ao tempo, inexorável predador de nossos encantos. Porque o tempo não para em momento algum, mesmo que busquemos desesperadamente frear essa misteriosa máquina.

Se a ciência encontrasse o pêndulo do tempo iria, sem dúvida, montar um sistema de frenagem capaz de, ao menos, reduzir sua velocidade.

Horas, dias, meses, anos passam devorando datas, esmagando calendários, envelhecendo planetas, sistemas, vidas, sem dó.

As mulheres na corrida desenfreada em busca de produtos de beleza, medicamentos, regimes alimentares, academia, no afã de ficarem bonitas e, consequentemente, novas, tentam driblar o tempo. Os homens, hoje, mais que ontem, embarcam nessa onda de esconderem suas idades através dos cuidados corporais, faciais e capilares, mas sempre cedem às viradas de datas.

Aniversários chegam bem rapidamente, e, num piscar de olhos, infância, adolescência, juventude, meia idade, boa idade passam sem pedirem licença.

Ainda ontem encontrei em um departamento aquela colega de faculdade dos anos oitenta do século passado. Sorriso lindo, tez macia, talhe perfeito, olhos e cabelos brilhantes, no frescor de seus dezessete aninhos... Isto, se o tempo tivesse parado.

Não vou citar o que vi nela, a não ser o sorriso, as expressões envelhecidas tão amadurecidas de experiências, de simpatias e surpresas naquele encontro casual de quarenta anos depois.

O que ela viu em mim?... Jovem atlético, corpo sarado, cabeleira cheia, alegre e risonho, no frescor dos meus vinte e poucos anos... Isto, se o tempo tivesse parado.

Vou citar o que ela viu de verdade em mim!... Senhor barrigudo, cabeleira rarefeita, cãs “esbranquiçadas”, ar de experiência como prêmio de consolação. Sendo apenas reconhecido pelo sorriso, a voz, o jeito de falar...

Culpa de quem?!... De quem?!... Do tempo!...

Quem mandou passar tão depressa?!... Jogar anos, “eras” adoidado em cima de nós?!

E ainda nos envaidecemos com a nossa história, com o Velho Mundo, com a idade de nossas cidades..., quanto mais velhas, mais apaixonantes, mas visitadas! Os museus que o digam! 

Olha!...Pelo que sei..., só vinho!... Quanto mais velho, melhor!

 

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