Que delícia é o conhecimento - por Téia Camargo

Que delícia é o conhecimento - por Téia Camargo

QUE DELÍCIA É O CONHECIMENTO!

 

Sem entrar no mérito das inúmeras considerações filosóficas, científicas ou religiosas que envolvem o tema e apenas relatando para vocês uma questão de ordem prática que afeta minha vida pessoal, posso garantir, sem qualquer receio de estar enganada, que sou fã incondicional do conhecimento!

 

Tudo o que eu conquistei na vida tem ligação direta e imediata com os estudos que me instigaram a querer saber mais, mais e cada vez mais.

 

Foi através deles que pavimentei uma estrada pouco sinuosa que me conduziu sem grandes percalços ao caminho da realização profissional, assim como ao da segurança nesta fase de maturidade confortável e um pouco despreocupada.

 

Claro que nem tudo foi um mar de rosas. Óbvio que foram muitos os momentos de luta, de sacrifício e de um cansaço absurdo.

 

Mas a perseverança foi minha fiel companheira e junto com a sorte, que jamais me abandonou, formamos uma equipe coesa e imbatível em fazer frente ao fracasso e à desistência.

 

Tenho pensando muito nisso nestes últimos dias passados junto ao meu marido numa magnífica turnê pelo interior da Alemanha.

 

Há dez anos atrás estivemos na Europa pela primeira vez. Eu apenas arranhava o “portunhol” e ele um inglês macarrônico. Nosso voo fez escala em Frankfurt e a conexão para Lisboa só sairia no final da noite. O medo de não conseguirmos nos comunicar falou mais alto do que a vontade que tínhamos de conhecer a cidade. Resultado: ficamos o dia todo mal acomodados no aeroporto esperando o outro voo.

 

Espremidos numa sala congestionada por gente de toda parte do mundo chegamos à conclusão de que nossas tão desejadas independência e autonomia estavam comprometidas.

 

Foi o temor do desconhecido que nos deteve naquela sala de embarque, mas foi o desejo de fortalecer nossa confiança e conquistar autossuficiência que nos levou a que nos dedicássemos ao estudo de outros idiomas.

 

Não foi um processo milagroso. Ao contrário. Gente de idade pena um bocado para aprender língua estrangeira, mas se tivéssemos desistido, eu não estaria neste exato momento escrevendo este texto num quarto de hotel em Munique enquanto meu marido esbraveja com o narrador do jogo de futebol que ele assiste pela televisão, como costuma fazer no Brasil, com a diferença de que aqui, o comentarista de quem ele discorda narra a partida, claro, em alemão.

 

Francês, inglês, espanhol, italiano (confesso que essa é a minha preferida) e agora Alemão. A próxima deverá ser o Mandarim. Em seguida o árabe. Depois dessas eu ainda não pensei quais serão as demais.

 

Claro que todo mundo pode e deve viajar e conhecer o mundo todo sem saber idiomas e não estou aqui desestimulando ninguém a deixar de colocar o pé na estrada porque não sabe outro idioma, até porque existem inúmeros aplicativos que facilitam a comunicação, mas é que sou convicta de que dominar uma situação é muito mais confortável do que a ela ficar subordinado.

 

E como acredito que a construção da estrada de nossas vidas seja um processo contínuo e ininterrupto de aprendizado, não importa a idade que tenhamos, sigo preparando minha argamassa de conhecimento e com ela esticando este caminho sem volta.

 

O conhecimento é libertador!

 

Agora, vou contar um segredinho para vocês: quando estamos fora do nosso país e entendemos o que os “nativos” estão dizendo, surpreendemos muito mais do que somos surpreendidos.

 

Donde conclui-se que, além de ser libertador, esse tal de conhecimento é pura diversão!

 

Téia Camargo

 
 
 
QUE DELÍCIA É O CONHECIMENTO!
 
Sem entrar no mérito das inúmeras considerações filosóficas, científicas ou religiosas que envolvem o tema e apenas relatando para vocês uma questão de ordem prática que afeta minha vida pessoal, posso garantir, sem qualquer receio de estar enganada, que sou fã incondicional do conhecimento!
 
Tudo o que eu conquistei na vida tem ligação direta e imediata com os estudos que me instigaram a querer saber mais, mais e cada vez mais.
 
Foi através deles que pavimentei uma estrada pouco sinuosa que me conduziu sem grandes percalços ao caminho da realização profissional, assim como ao da segurança nesta fase de maturidade confortável e um pouco despreocupada.
 
Claro que nem tudo foi um mar de rosas. Óbvio que foram muitos os momentos de luta, de sacrifício e de um cansaço absurdo.
 
Mas a perseverança foi minha fiel companheira e junto com a sorte, que jamais me abandonou, formamos uma equipe coesa e imbatível em fazer frente ao fracasso e à desistência.
 
Tenho pensando muito nisso nestes últimos dias passados junto ao meu marido numa magnífica turnê pelo interior da Alemanha.
 
Há dez anos atrás estivemos na Europa pela primeira vez. Eu apenas arranhava o “portunhol” e ele um inglês macarrônico. Nosso voo fez escala em Frankfurt e a conexão para Lisboa só sairia no final da noite. O medo de não conseguirmos nos comunicar falou mais alto do que a vontade que tínhamos de conhecer a cidade. Resultado: ficamos o dia todo mal acomodados no aeroporto esperando o outro voo.
 
Espremidos numa sala congestionada por gente de toda parte do mundo chegamos à conclusão de que nossas tão desejadas independência e autonomia estavam comprometidas.
 
Foi o temor do desconhecido que nos deteve naquela sala de embarque, mas foi o desejo de fortalecer nossa confiança e conquistar autossuficiência que nos levou a que nos dedicássemos ao estudo de outros idiomas.
 
Não foi um processo milagroso. Ao contrário. Gente de idade pena um bocado para aprender língua estrangeira, mas se tivéssemos desistido, eu não estaria neste exato momento escrevendo este texto num quarto de hotel em Munique enquanto meu marido esbraveja com o narrador do jogo de futebol que ele assiste pela televisão, como costuma fazer no Brasil, com a diferença de que aqui, o comentarista de quem ele discorda narra a partida, claro, em alemão.
 
Francês, inglês, espanhol, italiano (confesso que essa é a minha preferida) e agora Alemão. A próxima deverá ser o Mandarim. Em seguida o árabe. Depois dessas eu ainda não pensei quais serão as demais.
 
Claro que todo mundo pode e deve viajar e conhecer o mundo todo sem saber idiomas e não estou aqui desestimulando ninguém a deixar de colocar o pé na estrada porque não sabe outro idioma, até porque existem inúmeros aplicativos que facilitam a comunicação, mas é que sou convicta de que dominar uma situação é muito mais confortável do que a ela ficar subordinado.
 
E como acredito que a construção da estrada de nossas vidas seja um processo contínuo e ininterrupto de aprendizado, não importa a idade que tenhamos, sigo preparando minha argamassa de conhecimento e com ela esticando este caminho sem volta.
 
O conhecimento é libertador!
 
Agora, vou contar um segredinho para vocês: quando estamos fora do nosso país e entendemos o que os “nativos” estão dizendo, surpreendemos muito mais do que somos surpreendidos.
 
Donde conclui-se que, além de ser libertador, esse tal de conhecimento é pura diversão!
 
Téia Camargo

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