Queria ser mágico - por Daniela Gebelucha

Queria ser mágico - por Daniela Gebelucha

Queria ser mágico!

 

Sentada em um banco do trem, pensava no tempo! Teve momentos em minha vida que desejei que o tempo parasse, em outros, implorava sua rapidez, porém: Nada! Não tinha o poder sobre o tempo, só sobre o que faria nele, não conseguia controlá-lo, embora soubesse que se não fizesse nada, o tempo continuava a passar, estando eu, feliz ou triste.

O vagão estava lotado e em uma das estações, a porta do trem se abre, entrando um palhaço, e eu observava a reação das pessoas. Ele fazia brincadeiras alegres tentando contagiá-las. Para uns aqueles instantes eram mágicos, para outros, tortuosos, e ainda, para alguns, indiferente. Uns riam, uns choravam.  Podia notar que tinha muitos, que traziam em seus olhares um vazio imenso, quando olhava para estes, sentia que a lágrima pintada no rosto do palhaço se entristecia! Lagrimejava! Ele enxugava-as e retocava a pintura, transformando em uma lágrima de esperança, pois quando olhava para as pessoas que estavam sorrindo, via que ainda existiam crianças vivas dentro delas.

Naquele instante, desejei ser mágico, e pôr alegria nos corações das pessoas, pensei em colorir o mundo com a magia das cores. Transformaria os muros cinzentos, em lindos arco-íris. Queria pintar de esperança, as paredes da vizinhança. Queria semear liberdade, no campo e na cidade! Plantaria flores nos caminhos, para tornar nossa passagem mais agradável.

Queria ser mágico para estagnar o tempo nos momentos felizes e acelerar nos tristes, para que as pessoas pudessem sorrir mais! Iria cavar sonhos, no coração de cada um, e fertiliza - los com a persistência da realização!

Queria ser mágico, para pegar o brilho das estrelas do céu e colocar no olhar das pessoas.  E quando estas falassem que fosse das coisas simples da vida, do amor, da paixão, da amizade e principalmente, do perdão. Os abraços não seriam falsos, e o desejo de sucesso seria verdadeiro!

O mágico recolheu suas moedas e saiu do trem. E eu? Eu descobri que não era mágico! Não estava fazendo feliz quem me cercavam, e que os muros da minha casa não eram coloridos! Que faltava esperança e liberdade, e que eu precisava acreditar mais!

Descobri que mesmo sendo mágico, não conseguiria acelerar ou parar o tempo, mas que o mágico que estava dentro de mim poderia despertar, os sonhos de criança e torná-los possíveis!

Também entendi, que não conseguiria pegar o brilho das estrelas do céu. Mas que poderia ver as pessoas, com o olhar do coração, que meu sorriso poderia abrir portas, e que toda vez que fosse abraçar, seria um abraço sensível e verdadeiro. Compreendi que olhar nos olhos das pessoas é importante para encorajá-las a não desistir, e que seremos felizes se não deixarmos morrer a criança que existe dentro de nós!

De fato, não sou mágico! Mas queria que você estivesse sorrindo para mim, nesse exato momento! Sorria! Sorria! Sorria para as pessoas que você ama, para os desconhecidos também! Pois, você mesmo não sendo mágico como eu, pode tornar o momento de alguém MÁGICO!

 

Autora: Daniela Gebelucha

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