Quintal - por Anchieta Antunes

Quintal - por Anchieta Antunes

QUINTAL

 

            No meu quintal não permito vilania, nem raízes de ódio, muito menos a espreita de tocaia no tronco da figueira. No mercado da vingança o ganho é pífio, com taxas de alto risco, sem garantia de retorno, ou com retorno negativo.

            No quintal da minha casa plantei uma “piccola” semente com promessas de frutos, de grande sombra para proteger a pureza dos sonhos banhados  com a luz da esperança.

            No meu quintal as raízes são vistas através de um solo de vidro, para evitar duvidas, principalmente, para não achincalhar o conceito da virtude, a pureza da oração da aurora. Sonhos e realizações fervilham no cadinho do amanhã.

            No quintal da minha casa planto mil flores, mil cores no caleidoscópio da felicidade em andamento nos trilhos da liberdade de expressão. Observo Deus verter  suas lagrimas puras para dar vida às sementes que não canso de plantar; não preciso regar, nem podar: apenas observar seu crescimento, desfrutar das fragrâncias, das sombras, dos frutos.

            No meu quintal vivo o “dolce far niente” da coisa  conseguida, do fato consumado, do sorriso que escancara a alegria na boca, nos olhos, no coração. A cruz que tenho que carregar nos ombros foi feita de gravetos, e pesa menos que a súplica de perdão.

            No quintal da minha casa quero o sossego dos conflitos resolvidos, das magoas pensadas, do ultimo curativo. Quero ser um garoto valente, um adulto consciente, o velho falante quando as palavras têm valor, quando são moeda de troco, com contornos e personalidade, com a verdade engastada no tronco do baobá.

            No meu quintal não careço da sombra da duvida, do látego vergastando o lombo da mentira; no meu quintal não quero ver ervas daninhas ganhando espaço e afogando a luz do sol com seu voraz manto de dissídios. Quero a paz lunar, o espaço sideral, a borbulha do champanhe na taça de cristal brindando a vida.

            No quintal da minha casa quero apenas viver com liberdade, a vida que forjei.

 

                             MOEDA     A     MOEDA.

 

ALAOMPE

Anchieta Antunes –

Copyright.

Gravatá- 06/05/13

 

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