Raiva que é amor... Emaranhados do subconsciente - por Maria de Fátima Soares

Raiva que é amor... Emaranhados do subconsciente - por Maria de Fátima Soares

RAIVA QUE É AMOR... EMARANHADOS DO SUBCONSCIENTE

 

Quando a raiva não é mais que amor. Amor! Tanto amor, que o próprio amor tem medo... São tão complicados os relacionamentos. Como acontecem. Tudo que se faz na altura, para conseguir chegar a bom porto (coração do outro) e não sair. É tão complicado uma vez estando lá, manter-se. Lembra um mar. As ondas com os seus altos e baixos. Marés traiçoeiras, correntezas que surpreendem e podem, num "golpe" matar. Depois, com o tempo, quando a praia vai assoreando e já não há muito mais para levar, se não quer chegar ao fim, por que se ama... É trágico.

À partida é sempre difícil para ambos, mesmo que um ame mais. O outro já não esteja receptivo a nada, sofre também! São anos da vida dos dois em comum, em que as expectativas eram as melhores. Não conseguir levar adiante, frustra. Não só a um, mas ao outro. Não serão todas as separações factores reveladores, do verdadeiro carácter das pessoas, sejam elas temporárias ou definitivas?

Quantos não correm logo a enfiar-se na cama de outro, só para "vingar" a sua frustração! Afirmar que não se precisa assim tanto do outro. Convencer-se, que se consegue, sem problema de consciência. Ou ainda se é "desejável." Muitos, não "cozem" a sua  amargura com cardos e sempre que abrem a boca, disparam picos, como setas que atingem o alvo porque é isso mesmo, e só, que se quer... Mas no recesso da raiva, não foi só ao outro que se magoou, mas mais a nós! Contemos pelos dedos, quantos não denigrem de pior e do abjecto, quem há não muito tempo diziam ser a melhor pessoa! O "seu" especial e terno companheiro. Quantos não mentem? Nada do que dizem verdade e é, só para... Sei, lá! E os que excomungam a dor falando, falando, falando... Sempre do mesmo, em todas as relações ou encontros seguintes, sem respeito por si ou pelos amigos, prováveis enlaces, cometendo mais erros?

Quando o amor está doente de raiva é melhor deixar... Não há muito mais que ouvir, ou sair da frente. Tudo o que dali vem é ferro, fogo, veneno, ameaça, humilhação, até vontade de matar... E quem está morto? É quem destila raiva! Talvez seja unicamente a vontade de fazer regredir o tempo. Tudo voltar a ser como antes. Obrigar a cumprir o que se "estabeleceu" como duradouro. Queria que fosse, mas não pode! Nunca mais será... Cada um expurga a sua mágoa, frustração raiva, rancor, ódio (que em muitas vezes não é mais que paixão) à sua maneira. É, deixá-los! Ninguém, deve intervir ou criticar. Intervenha-se pois, se a pessoa se está a autodestruir de modo grave, atentando contra a sua segurança! A de outros, mas se é só conversa... Ou escrita? Deixai quem se martiriza, ou ridiculariza, fazê-lo! Vai chegar o momento da paragem. Interiorização e da travessia. As pessoas têm de aprender a cair e a levantar-se sós. Mesmo não não estando sós, se as deixe "crescer," ainda que para isso pareça que revertem tudo à patetice, ignorância. A raiva que é amor... É dor da impossibilidade de dizer adeus? Encarar que terminou. Não conseguir que o outro nos ame, mais... É das piores sensações do mundo. E não é por gostar de perder, ou não o outro, é por não se conseguir perceber porquê! Ver onde está o facto que contribui para que aconteça, (caso esse facto, não seja uma prova palpável, gritante) aí, só não vê quem não quer. Deixar ir é a maior prova de amor, em qualquer das relações! A maior de todas. Nem todos conseguem. Ficar, sabendo que o outro vai e... Para os braços de alguém que não nós? O INFERNO em vida! Quem consegue ser suficientemente adulto, em qualquer situação (quando ainda ama), que implique desilusão e frustração profunda? Ninguém! 

Calemo-nos portanto, quando os outros fazem o melhor que sabem (mesmo sendo a pior maneira) as suas "vias sacras" para alcançar a luz! Ninguém é mestre de vida, para dar lições...

 

Maria Fátima Soares

 

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