A DEA - Rastro de Amor - por Anchieta Antunes

A DEA - Rastro de Amor - por Anchieta Antunes

RASTRO   DE    AMOR      

 

Inda que eu desapareça,

continuarei vagando

como uma sombra errante,

sofrendo  estertores platônicos,

de uma saga inacabada,

perseguindo rastros de um amor

nunca concluído.

 

Como íncubo desesperado,

vogarei seus sonhos noturnos,

em busca do prazer

que assola meu plexo

em noites intermináveis.

 

Como uma sombra,

avassaladora, noturna,

estarei ao seu ouvido

lembrando-lhe que um dia existi,

que partilhei suas alegrias,

seus momentos,

seus êxtases carnais,

sua vontade continuada de amar,

de sofrer e enaltecer o amor,

e vergastar o espírito,

com sutilezas deléveis.

 

Nossa vida impetuosa,

nosso amor solitário,

nossas vontades,

desejos cumpridos...

      uma tempestade de verão.

 

O amor, um mantra.

Segredos guardados no silêncio,

desvendados por gestos,

incompreensíveis para

os desprovidos de sentimentos.

 

Inda que eu desapareça,

olhe dentro do seu coração

e descubra o encontro

comigo marcado

no salão da primavera,

onde  bailaremos

a valsa da saudade.

 

Inda que eu desapareça,

estarei com você

eternamente.

 

“A   DEA”

Anchieta Antunes   - final de março/2016.

 

 

 

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