Refutando os argumentos criacionistas do filme: Deus não está morto - por Emerson César

Refutando os argumentos criacionistas do filme: Deus não está morto - por Emerson César

REFUTANDO OS ARGUMENTOS CRIACIONISTAS DO FILME “DEUS NÃO ESTÁ MORTO”

 

Se você gosta de um bom filme, com trama envolvente, atuações de alto nível e personagens que cativam o espectador, então você irá odiar este filme. Sério, o filme é ruim mesmo. Mas se você é como eu e sabe que as vezes é necessário “sujar as mãos” para combater a ignorância e o preconceito, então irá entender meus motivos para ter assistido e então poder comentar sobre o filme “Deus não está morto”, atual sensação entre os cristãos (católicos) nos EUA e no Brasil.

Irei dividir este artigo em duas partes: na primeira me concentrarei em refutar os argumentos criacionistas apresentados pelo personagem protagonista, o jovem cristão Josh Wheaton (Shane Harper) e que, pelo menos na ficção, serviram para superar os argumentos ateístas apresentados pelo personagem antagonista, seu professor ateu. Na segunda parte pretendo emitir minha opinião sobre os principais personagens na trama e de que forma “Deus não está morto” é um filme não apenas ruim, mas ignorante, equivocado e prejudicial a um tipo de público que, em sua maioria, não está acostumado a pensar racionalmente. Além de reforçar o preconceito dos cristãos contra os ateus e religiosos de outras doutrinas.

Se você não assistiu ao filme (fique tranquilo, não perdeu nada), no entanto, é bom que você leia ao menos a sinopse a seguir:

“Quando o jovem Josh Wheaton (Shane Harper) entra na universidade, ele conhece um arrogante professor de filosofia que não acredita em Deus. O aluno reafirma sua fé, e é desafiado pelo professor a comprovar a existência de Deus. Começa uma batalha entre os dois homens, que estão dispostos a tudo para justificar o seu ponto de vista – até se afastar das pessoas mais importantes para eles.”

Você também pode assistir ao filme completo por este link:

http://www.filmesonlinegratis.net/assistir-deus-nao-esta-morto-dublado-online.html

Pronto, agora já podemos começar e refutar o primeiro argumento criacionista apresentado pelo protagonista, a saber:

ARGUMENTO 1 – A TEORIA DO “BIG BANG” É REAL E COMPROVA A VERSÃO BÍBLICA (GÊNESIS) PARA CRIAÇÃO DO UNIVERSO: “QUE SE FAÇA A LUZ”

Sim, o jovem pimpão Josh Wheaton não apenas defende a teoria do Big Bang (inclusive com respeito a datação do universo em aproximadamente 13,7 bilhões de anos) como também afirma que a mesma suporta a visão bíblica presente em Gêneses 1:3, segundo ele, porque a “explosão de luz” do Big Bang faria alusão a clássica ordem de deus: “que se faça a luz.”

Lindo! Merece palmas! Mas espere um momento, Gêneses também diz que toda a criação durou apenas 6 dias e, segundo a cronologia bíblica, o universo não teria mais do que 6 ou 10 mil anos de existência. Uma diferença “ligeiramente” discrepante para os 13,7 BILHÕES de anos do Big Bang, não é mesmo? Convenientemente o personagem não se aprofunda no argumento da criação além da “luz”, e ignora outras informações importantes (e contraditórias) contidas em Gêneses e em mais de 1.400 contradições científicas e históricas da bíblia. Você pode acessá-las de forma rápida e fácil pelo link a seguir:

http://bibliadocetico.net/

Concluindo, a versão bíblica e a versão científica mais aceita para a criação/surgimento do universo (Big Bang), são completamente opostas e contraditórias. Uma simplesmente não pode ser real se a outra assim o for, por essa razão, ao apoiar a Teoria do Big Bang, o personagem dá – o que podemos chamar – de “tiro no pé”. Mas, então, em qual versão devo acreditar? Você acredita no que bem entender, eu acredito naquela versão que me apresenta provas, evidências e sentido claro. A seguir indico alguns ótimos documentários sobre o surgimento do universo, você deveria assisti-los antes de formar sua opinião.

Em defesa do Big Bang

https://www.youtube.com/watch?v=pr1mZDo3Pu8

 

Muito além do Big Bang

https://www.youtube.com/watch?v=QYMc7FNcYPY

 

A História do Mundo em 2 horas

https://www.youtube.com/watch?v=KHLrxTvJBXM

 

ARGUMENTO 2 – “A PERGUNTA: SE DEUS CRIOU O UNIVERSO, ENTÃO QUEM CRIOU/DEUS? SÓ VALE PARA A PREMISSA DE UM TENHA QUE TENHA SIDO CRIADO, O QUE NÃO É O CASO DO DEUS BÍBLICO”

Espere aí, amiguinho, isso não é um argumento, é uma fuga! Então quer dizer que seu deus, uma entidade pensante, inteligente e complexa, onipotente, onipresente, onisciente, criador e vigia de todas as coisas e criaturas, juiz, advogado e promotor dos homens, pode, simplesmente, “se criar do nada”. Entretanto, as 4 leis fundamentais da física, energia e matéria simples condensada num único ponto menor do que um próton, não pode? Responda para si mesmo, o que seria “menos difícil” de se criar a partir do nada, um “deus vivo e todo poderoso” ou uma forma extremamente simples de energia e matéria inanimada? Seja honesto consigo mesmo, deus não está olhando (rsrs).

No entanto, esta ainda não é a refutação do argumento, pois para refutá-lo basta trazer ao debate os estudos do consagrado cientista Stephen Hawking que indico no documentário a seguir. Você verá que, neste exato momento, o universo está se criando e desaparecendo “do nada”. Isto acontece em nível subatômico, onde partículas milhões de vezes menores que os elétrons comportam-se de maneira a literalmente desaparecer e reaparecer em outro lugar. Isso está acontecendo agora, e aconteceu da mesma forma com a minúscula, porém altamente quente e energética “partícula” que resultou no Big Bang. Para uma melhor e mais aprofundada explicação, assista ao documentário a seguir, você não irá se arrepender!

Deus não existe – Stephen Hawking

1ª Parte

https://www.facebook.com/photo.php?v=1463127197288868

2ª Parte

https://www.facebook.com/photo.php?v=1468663256735262

3ª Parte

https://www.facebook.com/photo.php?v=1473606819574239

ARGUMENTO 3 – “A TEORIA DA EVOLUÇÃO DE DARWIN NÃO EXPLICA COMO A VIDA COMEÇOU”

Touché! De fato a Teoria da Evolução pela Seleção Natural proposta por Charles Darwin, explica como a vida evoluiu e não como ela começou. Porém, o personagem ignora duas máximas elementares:

1ª – A ignorância cientifica não é prova para as alucinações bíblicas. Na verdade, ao contrário da religião, a Ciência sempre lidou muito bem com aquilo que (ainda) não sabe. E justamente por essa razão foi e é sempre perseguida pelos religiosos que afirmam já possuir a resposta para tudo: deus. Mais precisamente o cada vez menor “deus das lacunas”, aquele que os homens primitivos costumavam reclamar a origem dos raios e trovões antes de descobrirmos sobre os fenômenos elétricos e climáticos. Como já disse o consagrado astrofísico Neil deGrasse Tyson: “Se você atribui a deus tudo aquilo que a ciência ainda não sabe, então seu deus é um bolso cada vez mais vazio”.

Sobre o deus das lacunas, você deveria assistir este vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=8iKu5wrafJc

2ª Não ter provas definitivas sobre algo, não quer dizer que a Ciência não tenha uma alternativa melhor para o surgimento da vida na Terra do que os truques de mágica de uma entidade imaginária. Você pode conferir no link abaixo o que a Ciência tem a dizer sobre o surgimento da primeira forma de vida em nosso planeta:


A origem da vida

https://www.youtube.com/watch?v=Z7vjBc0Gt-g

Artigo:
http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Corpo/origem_da_vida2.php

ARGUMENTO 4 – “DE ACORDO COM A TEORIA DA EVOLUÇÃO, A DIVERSIDADE BIOLÓGICA NÃO PODERIA DAR SALTOS EVOLUTIVOS, NO ENTANTO, A DIVERSIDADE DE ESPÉCIES QUE SURGIRAM EM POUCO TEMPO MOSTRA O CONTRÁRIO”

Curiosamente, o personagem, católico, escolheu não aceitar a versão científica dominante para a evolução da vida na Terra, apesar do Vaticano (fundadora e guia suprema do Catolicismo), tê-la aceito em 2008. Parece que temos um rebelde aqui, padre (rsrs). Mesmo que ainda não tenhamos descoberto, ou pelo menos provado de maneira contundente a (origem) da primeira forma de vida na Terra, os registros fósseis, e, principalmente, o rastreamento genético das espécies já provaram de forma irrefutável os diferentes níveis de parentesco entre todas as espécies de vida conhecidas e a árvore genealógica da maioria delas, do chimpanzé à samambaia. “A Evolução é um fato, e negá-la, é simplesmente negar a realidade” de acordo com o famoso biólogo geneticista Richard Dawkins. Assista este e outros vídeos de Dawkins, especialmente o documentário “O vírus da fé”:

Evolução é um fato

https://www.youtube.com/watch?v=_SAWDDmZg60

O vírus da fé

https://www.youtube.com/watch?v=w120gbhBjec

Mas vamos adentrar mais profundamente sobre o argumento do jovem cristão: de acordo com os cientistas, o universo surgiu há 13,7 bilhões de anos, no entanto, a primeira forma de vida teria aparecido na Terra “apenas” há 3,5 BILHÕES de anos, o que seria um “salto no tempo” de acordo com o personagem. Perceba que Wheaton já admitiu a veracidade do Big Bang e a idade do universo em 13,7 bilhões de anos, apesar da notória contradição bíblica, no entanto, nega completamente a teoria da Evolução das Espécies. Aqui, de maneira deliberada o personagem distorce e omite algumas informações importantíssimas:

a) O planeta Terra surgiu há 4,5 BILHÕES anos, a vida aqui surge por volta de 3,5 BILHÕES de anos. Logo, a mais simples e primitiva forma de vida que deu origem a todas as demais aparece após 01 BILHÃO de anos. Isso não parece um “salto”, parece? Bom, talvez o personagem não esteja se referindo ao surgimento da primeira forma de vida, pois isto não fica claro em sua exposição, mas, quem sabe, esteja falando da famosa “Explosão Cambriana”, quando há cerca de 546 MILHÕES de anos teria surgido a maior parte dos grupos de espécies que conhecemos hoje. Ainda assim o argumento do personagem não se sustenta, e, para não entrarmos na parte chata da Teoria (está no link abaixo), vou refutar a noção de “salto no tempo evolutivo” do personagem com um exemplo de “salto evolutivo” que podemos observar agora:

Existe uma espécie de cascavel no estado do Texas, EUA, que, em apenas 100 anos praticamente “eliminou” o chocalho de sua calda. Isso aconteceu na medida em que os caçadores humanos de cascavéis encontravam mais facilidade as cascáveis que emitiam altos ruídos com seu guizo. Pela seleção natural, as cascáveis com chocalhos menores e mais silenciosos conseguiram sobreviver por mais tempo e se reproduzir mais vezes que as cascavéis “barulhentas”, passando seu gene “silencioso” aos seus descendentes. Assim funciona e sempre funcionou a Evolução pela Seleção Natural. Se uma espécie de cascavel pode “perder” seu chocalho em apenas 100 anos, se nós, evoluímos de ancestrais primatas parecidos com macacos para nossa forma humana atual em “apenas” 200 MIL anos, imagine o que a Seleção Natural não fez em 546 M I L H Õ E S de anos? Agora imagine em 3,5 B I L H Õ E S? Pois é, como já diria Albert Einstein, o tempo é relativo.

Sobre a Explosão Cambriana você pode ler o artigo a seguir:

http://evolucionismo.org/profiles/blogs/a-explosao-cambriana

Ainda sobre a Explosão Cambriana, a Evolução e o Big Bang, recomendo o vídeo abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=OVygHU8ERnU

Sobre a Teoria da Evolução das Espécies pela Seleção Natural, você pode assistir ao breve e esclarecedor vídeo abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=7t8sukiyWw0

A propósito, como alternativa a versão científica do surgimento e Evolução da vida na Terra, o personagem cristão oferece a sua plateia a versão bíblica de Gêneses 1:20: “E disse Deus: Produzam as águas abundantemente répteis de alma vivente; e voem as aves sobre a face da expansão dos céus.” Ok, campeão, mas qual evidência ou indício você possui para suportar a versão bíblica? Nenhuma. E pior, ao criar seres prontos e acabados, deus elimina a possibilidade de existência da evolução, sendo esta, já provada e comprovada pela Ciência.

ARGUMENTO 5: SE DEUS EXISTE, POR QUE O MAU EXISTE? POR CAUSA DO LIVRE ARBÍTRIO. DEUS PERMITE O MAU.

Como a premissa assumida pelo personagem cristão é de que o deus verdadeiro é o da Bíblia, então usemos a própria Bíblia para refutar este argumento:

A bíblia fala que deus concede ao homem o livre arbítrio, ou seja, a possibilidade de ser “dono do próprio nariz” e responsável por todas as suas ações. Isso é contado em Gênesis, 1:26; Deuteronômio 30:19,20; Isaias 48:18; Eclesiastes 9:10; Provérbios 21:05; Mateus 22:37.

Legal, né? Porém, há um “detalhe” que simplesmente DESTRÓI o argumento do livre arbítrio bíblico, e este detalhe e o Plano de Deus! Sim, a mesma bíblia também diz que deus possui um plano para cada criatura, incluindo nós. Isso quer dizer que tudo aquilo que acontece em sua vida, acontece, obrigatoriamente, por vontade e determinação de deus. Ora, se deus determina tudo o que acontece, então não há espaço para o livre arbítrio, pois o poder de decisão sobre tudo está nas mãos de deus.

Você deve ter concluído, então, que se por acaso eu sou “mau”, então é de vontade de deus que eu seja “mau”, pois nem uma folha cai da árvore sem que deus permita. Mateus, 7:21.

Além da contradição incontornável entre o livre arbítrio e o plano divino, entenda que a coação e a ameaça interferem de forma determinante em qualquer conceito de livre arbítrio. Imagine a seguinte situação: um homem lhe aponta uma arma para a cabeça e lhe diz: vou lhe dar o livre arbítrio para escolher entre me entregar sua carteira ou tentar fugir e levar um tiro nos miolos. Soa como livre arbítrio para você? Agora imagine que a situação em questão seja deus lhe oferecendo a “salvação” numa mão e com a outra lhe ameaçando com o fogo eterno do inferno caso você use seu livre arbítrio da forma que não agrade ao senhor “benevolente”. Aliás, benevolência é algo bastante contraditório para um deus que permite, incentiva e pratica a escravidão, o estupro, o infanticídio, o genocídio, a misoginia, o preconceito e, só para descontrair, o extermínio de pelo menos 2,3 MILHÕES de pessoas na bíblia. Faça as contas você mesmo no link a seguir:

Quantas pessoas Jeová matou?

https://www.youtube.com/watch?v=mHRmee8sD-g

Outra coisa, se deus é onisciente, ou seja, sabe de tudo, então além de determinar que eu, por ventura, fosse mau, ele já sabia que eu seria mau antes mesmo que eu nascesse, ou quem sabe, antes mesmo de ter criado o universo.

Na verdade, o deus cristão não apenas permite o mau, como o criou e o pratica com admirável e sádica determinação.

ARGUMENTO 6: NÃO EXISTEM VALORES MORAIS SEM DEUS. SE DEUS NÃO EXISTE, OS HOMENS PODEM SER MAUS, POIS NÃO EXISTE RAZÃO PARA SE FAZER O BEM.

É sério isso, Produção?

Esse argumento é bastante idiota. Moralidade enquanto conjunto de “regras”, condutas de vivência e relacionamento em sociedade num determinado momento histórico e cultural, não é, necessariamente, fruto dos dogmas de qualquer religião, mas da percepção que temos enquanto seres sociais de que determinados comportamentos podem provocar a união ou a degradação de uma comunidade. Podemos encontrar “valores morais” em praticamente todas as espécies de animais que precisam viver em sociedade para aumentarem suas chances de sobreviverem.

Suricatos fêmeas cuidam dos filhotes de outras fêmeas do bando. O leão jovem não se atreve a acasalar com as fêmeas do “leão alfa” a não ser que esteja disposto a enfrentar uma luta até a morte ou o banimento do grupo. Elefantes se ajudam mutuamente em caso de ameaça e podem até chorar por seus mortos, literalmente. Até em certas espécies de moscas já foram observados comportamentos considerados “morais” como ajudar uma “colega” em apuros.

O que acontece na sociedade humana é apenas um refinamento dos valores morais básicos para se viver em nossas próprias sociedades e assim aumentar nossas chances de sobreviver em “bando”. Nossos códigos morais são, por questões óbvias, mais complexos e sofisticados que os códigos morais de outras espécies, mas possuem o mesmo fim evolutivo: sobreviver enquanto especie!

Sob outro ponto de vista, afirmar que foi preciso um livro empoeirado escrito na idade do bronze por homens do deserto, semi-analfabetos, ignorantes, machistas, cruéis e sexualmente frustados para que em pleno 2014, você através deste venha a descobrir que “matar/roubar é errado”…francamente, será que você não chegaria a esta conclusão sozinho(a)? Eu tenho “fé” que sim.

A propósito, aquele que é bom apenas para ganhar o céu ou para fugir do inferno, não é verdadeiramente bom, é apenas um cão adestrado. Osho.

ARGUMENTO 7: SEM DEUS NÃO HÁ SENTIDO PARA A VIDA.

Vamos dividir “sentido da vida” em duas variáveis: sentido da vida pelo ponto de vista biológico e filosófico.

Qual o sentido da vida do ponto de vista biológico? Passar seus genes adiante. Simples assim. É por isso que o salmão sobe o longo rio de corredeiras mortais para em sua cabeceira depositar seus ovos, fecundá-los e morrer em seguida. O objetivo da vida, não é viver enquanto indivíduo, mas sobreviver enquanto espécie. É por isso que nós, os vírus, as samambaias e as baleias estão aqui neste planeta: sobrevivermos enquanto espécie!

Sentido da vida filosófico: Este só cabe aos humanos, pelo menos ao que parece. E, ao contrário do que qualquer tirano celestial absoluto poderia sugerir, o sentido da vida é simplesmente aquele que atribuímos à ela. Não existe e nem poderia existir um sentido único, universal, pois somos pessoas diferentes, com formas de pensar e de enxergar a vida diferentes. Para alguém, o sentido da vida poderá ser encontrar o amor de uma mulher/homem, para outra pessoa, o sentido da vida poderá ser se tornar um milionário. E da mesma forma, podemos encontrar pelo menos mais 7 BILHÕES de sentidos para nossas vidas. Qual sentido você dá a própria vida?

ARGUMENTO 8: O ATEU NÃO ACREDITA EM DEUS, PORQUE ODEIA DEUS. COMO NÃO SE PODE ODIAR O QUE NÃO EXISTE, LOGO, DEUS EXISTE.

Neste argumento concordo com o personagem cristão, pois não se pode odiar alguém que não exista. No entanto, o máximo que o personagem conseguiu provar é que, se você odeia deus, então você não é ateu. Ateus não acreditam na existência de divindades. Apenas isso. Perceba também que “odiar” a (ideia/conceito) de deus não é o mesmo que odiar “alguém” chamado deus.

ARGUMENTO 9: A CIÊNCIA APOIA A EXISTÊNCIA DE DEUS.

Não, não apoia. Na verdade, assim como as grandes religiões do mundo perceberam desde os primórdios da humanidade, a cada avanço da Ciência a religião perde um milagre, um fiel, um deus. Ao longo da história da humanidade, milhões de cientistas e livres pensadores foram perseguidos e mortos por aqueles que, tal como mandam as escrituras, não permitem que suas verdades primitivas, mitológicas, pré-concebidas sejam questionadas ou ameaçadas, pois isto ameaçaria seu próprio poder de dominação social.

Mais que isso, Ciência e religião não podem andar juntas, pois uma se baseia necessariamente em provas, evidências e no mais nobre princípio da dúvida. A outra não. Ciência e religião são linhas paralelas que nunca se cruzam, e, basta observar que a vasta maioria dos cientistas (sérios) e entidades pró-ciência rejeitam, na proporção de 85%-15%, a ideia de deus, qualquer deus.

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E assim chegamos, finalmente, ao fim da minha contra-argumentação aos argumentos apresentados pelo personagem cristão Josh Wheaton no filme “Deus não está morto”. Agradeço se você teve a paciência de ler até aqui e convido-lhe a ler sobre a segunda parte deste artigo (bem menor..rs), sobre minha análise sobre os principais personagens da trama e como este filme ataca, de forma vil e preconceituosa, a imagem dos ateus e dos seguidores de outras religiões.

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Fonte e imagem: http://dragaourbano.com.br/refutando-os-argumentos-criacionistas-do-filme-deus-nao-esta-morto/

 

 

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