Relações Dialógicas - por Tânia Dantas

Relações Dialógicas - por Tânia Dantas

RELAÇÕES DIALÓGICAS

 

            As relações dialógicas são bastante complexas, na medida em que cada indivíduo apreende o mundo à sua maneira, e também porque não há uniformidade na maneira como essas interações ocorrem. Sendo assim, as experiências humanas, embora tenham similaridade entre si, não se repetem inteiramente.

            É por meio dessas relações que todas as coisas à nossa volta ganham significados. Por esta razão, o diálogo é tão mencionado nos estudos. Desse modo, não se trata de um processo optativo, mas de uma prática inerente à condição humana. Mesmo que tais interações não ocorram verbalmente, haverá sempre uma leitura de mundo, um diálogo com o «outro» e com o todo.

            Em uma relação dialógica há sempre a contribuição de ambas as partes; daquele eu que enuncia, e daquele que recebe a informação; ou seja, há interferência recíproca de um sobre o outro, pois este processo requer sempre uma reação. Em situações de diálogo, não há unilateralidade; nenhum sujeito é passivo (Freire, 1989).

Lamentavelmente, costuma-se desprezar o que as crianças trazem de suas leituras realizadas antes de chegarem à sala de aula. Entendendo que o processo dialógico é muito mais abrangente do que o processo de alfabetização ou de obtenção de conhecimentos técnicos, concluímos que os diálogos com o mundo, bem como as possibilidades de compreendê-lo e transformá-lo, acompanham o ser humano desde os primeiros meses, quando este começa a interagir com seus parentes.

 

REFERÊNCIA:

Freire, P. Educadores de rua: Uma abordagem crítica - Alternativas de atendimentos aos meninos de rua. UNICEF. 1989.

 

 

 

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