Sandro Panografia - Entrevista

Sandro Panografia - Entrevista

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

  " A poesia é a matéria-prima das mais belas canções " ( Sandro Panografia )

Sandro Ernesto nasceu no dia 24 de março de 1962 em Sete Lagoas, Minas gerais onde reside ainda nos dias de hoje. É microempresário no ramo de estampagem e confecção de camisetas promocionais. Ainda criança, trocava as peladinhas de várzeas por muitas horas de leitura, aumentando assim a dinâmica da escrita. Assim como a literatura, também o desenho, a pintura, a música e o teatro sempre esteve presentes em sua vida. Participou de vários grupos teatrais e o fascínio pelas cores fez com que ficasse sempre rodeado e atuante nos movimentos culturais ( Exposição de pinturas, festivais de músicas, peças teatrais entre outros). Atualmente registra em blogs seus devaneios poéticos de uma forma natural, bem humorada e descompromissada com o óbvio.

" Desta vida não levarei nada, nem meu corpo, nem meu orgulho mas, deixarei meus poemas porque os poemas são para o mundo " ( Sandro Panografia )

“Eu costumo dizer que a poesia é o flash do olhar de um poeta. Uma fotografia escrita que registra um momento, uma época, um sentimento que está em tudo e está no nada. A poesia é uma forma estética, artesanal e mágica de transgredir e transcrever a vida em rimas e versos”

 

Boa Leitura!

 

SMC - Escritor Sandro é um prazer contarmos com a sua participação no projeto Divulga Escritor, estou aqui curiosa para saber o por que de Sandro Panografia?

Sandro Panografia - Esta pergunta é fatal Shirley e me causa risos. Montei uma pequena confecção e estamparia ( fundo de quintal )em meados de 1996. Queria um nome sugestivo.

Daí saiu a junção de Pano ( tecido ) + Grafia ( Escrita ) fazendo uma alusão ao processo de serigrafia ou simplesmente silk-screen. A confusão com o parônimo Pornografia já me rendeu boas histórias e nos dias de hoje, Panografia também é conhecida como técnica fotográfica de "colagem" que permite a composição de imagens a partir de várias fotos sobrepostas. Acabei adotando o pseudônimo Sandro Panografia por minha deficiência em organização. Em razão disso o profissional acabava se misturando com o pessoal visto que, todos os contatos particulares, familiares e comerciais resumiam em apenas um grupo: AMIGOS. Daí passei a assinar meus poemas e  orçamentos da mesma forma e Panografia me soa hoje como um sobrenome. Particularmente eu chamo esta deficiência de praticidade.

 

SMC - O que o motivou a ter gosto pela poesia?

Sandro Panografia - Venho de uma família de 11 irmãos com um gosto em comum: a música. Isto se deve ao fato de minha mãe estar sempre ouvindo canções  e cantando. Ainda muito pequeno, desenhava e escrevia ao som de sua voz . Além de ser mãe dedicada, escreve versos e compõe suas próprias marchinhas até hoje. Assim então, a poesia e a música tornou-se algo natural no meu cotidiano. A leitura constante e a professorinha que declamava cenicamente, fez com que a poesia se tornasse ainda mais forte em mim. Como não se emocionar com o poema " Plutão " de Olavo Bilac, encher os olhos com a tristeza dos versos encarcerados de Alvarenga Peixoto dirigidos à " Bárbara Heliodora " ou simplesmente não se deliciar dos momentos de infância com " Ou isto ou aquilo " de Cecília Meireles ?! E é justamente isto que a poesia faz: " ...eterniza momentos e sentimentos ". Viajar nas loucuras de Cervantes, explorar os quatro cantos da terra com Júlio Verne, dentre outras tantas aventuras lidas jamais afastou de mim o fascínio que a poesia me trouxe na infância.

 

SMC - O que a poesia representa para você?

Sandro Panografia - Baseado na premissa de que a poesia " eterniza sentimentos " e que " a vida é feita de momentos e sentimentos " eu chego a conclusão de que poesia é vida. Não importa se o poeta externa seu sentimentos recheados de metáforas e aforismos, simplesmente sua abstração poética é a sua vivência em versos. Eu costumo dizer que a poesia é o flash do olhar de um poeta. Uma fotografia escrita que registra um momento, uma época, um sentimento que está em tudo e está no nada. A poesia é uma forma estética, artesanal e mágica de transgredir e transcrever a vida em rimas e versos. Ao dizer que " ...deixarei meus poemas... porque os poemas são para o mundo ", reflito na ideia de que o poeta conscientemente não escreve para si, e sim para o mundo. Resumindo: a poesia é o legado que o poeta nos presenteia.

 

SMC - Você costuma escrever em outros segmentos?

Sandro Panografia - Sempre gostei de ler e escrever poesias. O fato de hoje em dia, as pessoas não disponibilizarem de muito tempo e levando em consideração de que o volume de informação cresce a cada dia de maneira meteórica, me leva a crer que os textos curtos, como crônicas e causos sempre são bem-vindos ao leitor. É como um cartão de visita. Como um bom mineiro, gosto de escrever causos de uma maneira bem leve e humorada. Tenho dito que, ao contrário do que muita gente pensa, o humor é para quem leva a vida a séri ! Acho instigante e desafiador escrever neste segmento por isso exercito sempre  posso!

 

SMC - Qual a mensagem que você quer transmitir aos leitores através de seus textos?

Sandro Panografia - Há uma frase minha que, volta e meia estou mandando feito uma flecha: "... só é importante mesmo na vida aquilo que carregamos no coração ".  Dito isto, eu atento as pessoas para que: a escrita é apenas aquilo que transborda de nosso coração. Não conseguimos levar casas, carros e outros bens materiais, mas conseguimos levar amor, ódio, tristeza, alegria, saudade e inúmeros outros sentimentos conosco. O que é importante para o escritor que ele leva com tanto apreço em seu coração?!  Não sendo dono da verdade, gosto de deixar estas reflexões em quase tudo que escrevo. ( Diga o que escreves e eu te direi quem és ).

 

SMC - Sandro, pensas em publicar um livro?

Sandro Panografia - Sim. Um livro de poesias no ano que vem, do qual já esta quase pronto com cerca de 150 poesias antigas e atuais divulgadas em blog. Tenho também um romance pronto em minha cabeça a mais de 10 anos, de título: " Filhote de anjo", que ainda não passei para o papel. Conta a história de uma criança com necessidades especiais que vem modificar os conceitos de uma família de classe média. Até aí então, não terá nada de surpreendente, senão, o fato desta criança operar " Milagres " por assim dizer, com apenas seu sorriso angelical. Esta história é baseado em fatos reais e ainda precisa de um pequeno estudo na área  médica. Enquanto isto vou aprimorando nos causos e crônicas.  

 

SMC - De que forma você divulga o seu trabalho?

Sandro Panografia - Desde 97 com o famoso 486, tenho acesso a internet e redes sociais . Sempre soltava um trabalho ou outro, mas, somente no início deste ano resolvi reativar o meu blog pessoal  e passei a divulgar com mais frequência meus trabalhos. Com isto criei também a comunidade "Clube do Poetas Andarilhos"  no google+ onde escritores e poetas expõe seus ensaios poéticos. Além de participar de outras tantas comunidades do google+ foi convidado pela Isa, Dulce e Leonardo para contribuir com a página "Pense fora da caixa" que também possui sua  comunidade no facebook com mais de 800 membros e no google+.

Blog: http://panografia.blogspot.com.br

Facebook: https://www.facebook.com/sandro.ernesto1?ref=tn_tnmn

Facebook: https://www.facebook.com/groups/penseforadacaixa/

Facebook: https://www.facebook.com/groups/tubodeensaio.artes/

Google+: https://plus.google.com/communities/100523001167175519541?partnerid=ogpy0

 

SMC - Soube que gostas de desenho, teatro, pintura...  quem é o escritor Sandro Panografia? De que forma você participa de outras atividades além da escrita.

Sandro Panografia - Certa vez andando pelas ruas de minha cidade, ainda adolescente, li uma frase pichada no muro que nunca mais esqueci:  " Os loucos abrem caminhos que mais tarde serão percorridos pelos sábios "( A Lua ).  Esta frase define bem a minha natureza ariana ( signo ). Gosto de criar, de inovar, de instigar, de movimento. Bem humorado e positivo sou extremamente futurista e um tanto visionário. Estando parado sou criação, em movimento sou energia pura. Acordo os passarinhos cantando, onde o violão, ainda que mal tocado se torna cúmplice ( para desespero da vizinhança ).  A pintura ainda é minha paixão, a música colore meus ouvidos, mas, definitivamente a leitura ainda é o meu esporte preferido. Enfim, o Sandro é uma pessoa de palavras simples... de amizade requintada... de sorriso um tanto faceiro... e com a alma encantada !

 

SMC - Quais as melhorias que você citaria para o mercado literário no Brasil?

Sandro Panografia - O mercado literário assim como a indústria fonográfica tem que se adequar nos dias atuais. Já imaginava como um forte concorrente, os chamados livros eletrônicos ( eBooks ) com tradução simultânea e opção de voz para as pessoas com deficiência  visual muito antes de existir. Hoje é realidade. A indústria esbarra agora na questão ecológica, na propagação de escritores na mídia e na extinção de autores de carteira assinada onde se vende o nome e não o conteúdo. Creio que ficará cada vez mais forte ao peneirar novos talentos e divulgar e lapidar com a mesma intensidade [ vide projeto Divulga Escritor ]. Deverá existir no futuro bem próximo ( se já não existe ), o Personal Books... um profissional que indicará livros e autores de acordo com o perfil de cada leitor e que ao mesmo tempo estará atento à novas promessas virtuais ou não, de nosso país. Creio que as grandes editoras precisam trabalhar com um senso literário que vai além de simples pesquisas mercadológicas baseados no financeiro mas, com base na responsabilidade do desenvolvimento de uma nação. Os leitores pedem mais. O Brasil pede mais.

 

SMC - Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista, agradecemos sua participação no projeto Divulga Escritor, muito bom conhecer melhor o Escritor Sandro Panografia, que mensagem você deixa para nossos leitores?

Sandro Panografia - Meu agradecimento à você Shirley e a equipe do " Pense fora da caixa" por esta oportunidade. Bem... ao presentear minha filha quando criança com uma bicicleta, a mesma me fez prometer que a ensinaria a andar e só a soltaria depois que tivesse aprendido. Segurei por cerca de 10 metros e vendo seu desempenho, a soltei. Ela sentindo-se  segura seguiu por cerca de 50 metros até que ao ouvir minha voz distante, olhou para trás e caiu. Corri até ela, que, chorando me questionou porque havia soltado.

_Você aprendeu a andar de bicicleta filha ! disse todo feliz.

_Mas eu caí ... ! resmungou ainda chorosa.

_Tombos acontecem e as vezes são inevitáveis... o importante é levantar e seguir em frente ! disse-lhe.

A mensagem que deixo é esta : Sigam em frente e se caírem ao olhar para trás, levantem e retornem à sua trajetória...  " o importante é levantar a cada tombo e seguir em frente. "  Um beijo no coração de todos "

Humildemente...

 

Sandro Ernesto

 

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