Saudades das Gerais - por Antonio Eustaquio Marciano

Saudades das Gerais - por Antonio Eustaquio Marciano

SAUDADES DAS GERAIS

 

               Ó Triângulo Mineiro, torrão altaneiro, aqui sou feliz , mas não esqueço das minhas Minas Gerais.

              Sobra sentimento, sobra saudade da terra, do ferro que a terra invade, de lá onde a simplicidade faz diálogo com a humildade, que parece santidade.

              Em volta de Belo Horizonte, a brisa que vem do monte traz, das flores, o perfume de araticum, jatobá, de gabiroba, de araçá.

              Aqui finquei minha vida, árida e enternecida, tentando encontrar a paz. Mas não dá pra esquecer onde está meu bem querer, nas alterosas gerais.

              Aqui é Minas também, bela terra, fértil chão.

              Aqui tem povo trabalhador, gente de muito amor, de progresso e de paz.

              Aqui tem belas planícies, mas não é a Minas Gerais, onde tive a meninice.

              Aqui tem moça formosa, tem sol, brisa, luar. Mas não tem alterosa, não tem o dedo de prosa, como os mineiros de lá.

              Pois lá o ar é mais denso, tem cheiro de sofrimento de quem vive em terra pobre, onde a riqueza é escassa, o que fortalece a raça do homem e da mulher nobre.

              Amo o Triângulo Mineiro, mas peço, por caridade, a este povo altaneiro: me deixa sentir saudade.

              Quem conhece nossas Minas não as esquece jamais.

              Aqui tem força e riqueza,

              Lá, poesia e beleza.

             São nossas Minas Gerais.

 

 

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