Sem abrigo - por José Sepúlveda

Sem abrigo - por José Sepúlveda

 

Debaixo das arcadas resguardado,

Deitado num cartão na noite fria,

Tu contas a teu cão teu triste fado

Moendo , remoendo até ser dia

 

Passa um senhor altivo, ressabiado,

Olhando de soslaio, indiferente.

No seu olhar transmite‐te um recado:

Que saias do lugar rapidamente

 

Chega o polícia, frio, sem pudor,

Que grita: Sai dai, seu estupor,

Leva essa merda, toda a porcaria!

 

E ladra com furor teu cão sem trela...

Depois, te acaricia ‐ coisa bela ‐

Te lambe... e sai na tua companhia

 

publicado em 21/03/2014

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