Sinopse do Romance Pelas Mãos das Suas Amadas - por Pedro Irineu

Sinopse do Romance Pelas Mãos das Suas Amadas - por Pedro Irineu

Sinopse: Após ser enviado a uma pequena cidade do interior de Pernambuco, o detetive Maia se vê obrigado a investigar uma série de crimes bárbaros que possuem, como único perfil de suas vítimas, homens com alguma frustração amorosa que fantasiam com as suas amadas no momento de estarem sendo assassinados com uma peculiaridade cruel. O próprio detetive é um homem recém-saído de um relacionamento amoroso fracassado, e encontra-se decidido a viver uma vida apegada unicamente à rotina e ao trabalho, mas as circunstâncias da investigação dessa série de crimes forçam-no a desapegar-se dessa existência acomodada e a enveredar por caminhos que lhe farão chegar à conclusão de que esquecer um amor do passado também pode significar salvar a própria vida.

 

Uma vez que estou participando cada vez mais de discussões "facebookianas", aqui vai uma "pequena" postagem sobre a manchete de uma pesquisa que apontou 65

 

Primeiramente, confesso que não me aprofundei muito sobre os métodos e critérios utilizados para se chegar a conclusão apontada pela pesquisa. Me parece que só o fato de ela ter sido feito por um instituto de economia aplicada, e não por um responsável por pesquisas comportamentais ou sociológicas, já implica um viés equivocado no quesito especialização. De toda forma, não importa se é 10, 30 ou 50 por cento dos homens que pensam conforme apontado pela pesquisa. Por questão ética e principiológica, estupro é algo abominável. Por questão legal, independente de machismo ou feminismo, o culpado deve ir para cadeia ou sofrer a sanção que o Direito Penal impõe. Até acho válido que se combatam determinados comportamentos e ideias, rotuladas de "machismo", como possível método de diminuição do número de estupros. Me parece que a ideia de que a mulher "tem que se comportar", ou "evitar andar com roupas provocantes, pois está ""pedindo"" para ser estuprada", uma ideia machista, medieval, que realmente merece ser combatida. Apresentar uma pesquisa aparentemente malfeita não me parece que ajude nesse combate. Afora isso, eu realmente espero que o movimento feminista defina e lute por pautas sérias, ao invés de ficar se preocupando com comercias de cerveja, lingerie, "objetificacao da mulher", letra "x" para igualar os gêneros...

Os machistas de plantão soltam foguetes quando as preocupações feministas são essas. Quem sou eu para dizer o que a causa feminista tem que fazer, mas se permitirem uma humilde sugestão, que tal lutar contra o preconceito que ainda há contra mães solteiras e/ou mulheres independentes? Ou lutar para que o nível educacional do povo brasileira evolua, para que os homens aprendam que quando uma mulher não quer, ela simplesmente não quer, e se você ainda quiser conquistá-la, vai ter que respeitar alguns limites, que, envolvem, basicamente, não-recorrer à força bruta e não investir em assédios intimidantes? Melhor isso do que fizer fazendo guerras contra as palavras. Ainda espero não ver o dia em que se combata o uso da palavra "comer", porque ela é "machista" (eu até a acho vulgar, mas em determinados contextos, a vulgaridade cai bem, até perante os olhares femininos... E não é justo que as feministas queiram tolher essa forma de sexualidade da própria mulher! Só porque elas tem uma concepção diferente a respeito de como a sexualidade deve se desenvolver entre os sexos... Também espero não ver o dia em que colocar uma mulher de quatro também seja considerado "machista", porque você não vê a cara dela... (Já digo, se os homens entrarem nessa onda, os que se revoltarem serão os vencedores...) Enfim, pessoal, vamos definir algumas causas sérias! Há um amigo meu que tem um trabalho social com as detentas do Bom Pastor, e isso me parece uma causa seria. No entanto, ele às vezes exagera e ver maldade até em comercial de cerveja... Não nego que há complexidades na forma como determinados símbolos e mensagens são difundidas e veiculadas, e aqui faço mea culpa para confessar que não conheço profundamente o feminismo em suas diversas vertentes, para saber porque ele se incomoda tanto com assuntos que para mim parecem irrelevantes... Mas como disse, um dia desses me peguei com alguém vendo maldade num comercial da devassa, enxergando ali uma objetificacao da mulher... Já disse em outra postagem... Parece-me que a fatalidade humana nos condenou a objetificar pessoas e antropomorfizar animais e objetos, independente de gênero! Eu não tenho um pingo de dúvida que as mulheres também enxergam os homens como objetos, no sentido de terem atração pela beleza e aparência do gênero oposto, e usarem da sua liberdade de expressão para demonstrar essa "objetificacao". No dia em que for superada
a cultura em que as mulheres não podem se expressar da mesma forma, porque não eh atitude de "moça de família", eu vou ser super a favor e vou soltar fogos de artifício. Obviamente pode haver limites para a liberdade de expressão e de ação, mas tem que se analisar os casos específicos e ver se nele há "maldade" suficiente a ponto de tolhê-la. Do contrário, sem ter a devida proporção das coisas, é melhor vivermos num mundo Teletubbie, aí ninguém vai se sentir ofendido, mas também ninguém vai poder expressar a sua "vil" humanidade

Jácome, eu confesso que não entendi muito bem o que você quis dizer no último post, mas me parece que desde o início você tá criticando a pesquisa, o que eu acho bem procedente de acordo com seus argumentos, mas o que a Camila Maciel disse tem MUITA LÓGICA sim, principalmente dentro do discurso feminista que não vê o seu objeto de combate - o machismo - como uma questão de ser homem/mulher (o que eu acho super válido), mas sim como uma questão de cultura que cria desequilíbrios injustificáveis entre os gêneros e padrões comportamentais que são aceitas e estimulados para um gênero e reprimidas para o outro. Continuo achando que algumas feministas veem monstros em flores, e flores em monstros, mas o argumento da Camila Maciel de que, em toda causa, há "mau representantes" me tocou, e sim, ela discursa bem : D, de forma que eu não vou invalidar todas as pautas feministas porque algumas delas exageram nas proporções. Também gostaria muito que se escapasse da dicotomia machismo/feminismo, sempre que possível, porque, pensando bem, já pensaram em como é "feminista" aquele comercial de desodorante que retrata os homens como uns tabacudos, ao passarem a imagem de que basta eles passarem um desodorante que as mulheres cairão aos pés dele... É algo "feminista", embora o comercial tenha sido feito até mesmo por homens hahaha, mas mesmo assim, eu não vou montar um cavalo de batalha para combater essa maldade contra a inteligência dos homens...

Jácome, eu confesso que não entendi muito bem o que você quis dizer no último post, mas me parece que desde o início você tá criticando a pesquisa, o que eu acho bem procedente de acordo com seus argumentos, mas o que a Camila Maciel disse tem MUITA LÓGICA sim, principalmente dentro do discurso feminista que não vê o seu objeto de combate - o machismo - como uma questão de ser homem/mulher (o que eu acho super válido), mas sim como uma questão de cultura que cria desequilíbrios injustificáveis entre os gêneros e padrões comportamentais que são aceitas e estimulados para um gênero e reprimidas para o outro. Continuo achando que algumas feministas veem monstros em flores, e flores em monstros, mas o argumento da Camila Maciel de que, em toda causa, há "mau representantes" me tocou, e sim, ela discursa bem : D, de forma que eu não vou invalidar todas as pautas feministas porque algumas delas exageram nas proporções. Também gostaria muito que se escapasse da dicotomia machismo/feminismo, sempre que possível, porque, pensando bem, já pensaram em como é "feminista" aquele comercial de desodorante que retrata os homens como uns tabacudos, ao passarem a imagem de que basta eles passarem um desodorante que as mulheres cairão aos pés dele... É algo "feminista", embora o comercial tenha sido feito até mesmo por homens hahaha, mas mesmo assim, eu não vou montar um cavalo de batalha para combater essa maldade contra a inteligência dos homens...

Eu coloquei "feminista" justamente assim entre aspas porque eu não achei palavra melhor, mas que eu acho que o comercial de desodorante retrata o homem de forma bem tabacuda eu acho! Eu, graças a Deus, nunca depositei as minhas graças de conquistas amorosas numa marca de desodorante (só pra constar, eu uso desodorante, mas por uma questão de higiene, e não de sedução hahaha). Eu quis dizer que a liberdade de expressão às vezes não escolhe gênero para ofender, mas reitero, para mim, pequenas "ofensas" diárias hão de ser toleradas em nome da liberdade de expressão para não vivermos num mundo Teletubbie

Barbudo Raimundo, ninguém tá (e aqui nesse post em particular, nem pode) impedindo que mais mulheres se manifestem sobre o assunto... O fato de que só a Camila Maciel está se manifestando é ao mesmo tempo louvável, porque ela está contribuindo com a discussão, e ao mesmo tempo lamentável, porque "só" ela do sexo feminina está participando da discussão. Achei que o Pedro Jácome exagerou muito no último em que a ela se referiu, e não vou dizer que é porque ela é mulher e é frágil... Se tivesse sido você quem tivesse feito o comentário, e ele tivesse postado a mesma coisa, eu provavelmente teria feito o mesmo post em "defesa" dela. Eu tenho uma sugestão para o seu rosnado endiabrado (e também posso recomendar uma marca de gilete e barbeador elétrico kkkkkkk). Marque algumas das suas amigas para vir combater aquilo que você chamou de "matemática de padaria" : D. Abraço

Pra deixar claro, quando eu me expressei "porque ela é mulher e é frágil", foi uma ironia!!!

 

Publicado em 22/04/2014

 

 

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