Sobre o meu direito de liberdade - por Adriana Freitas

Sobre o meu direito de liberdade - por Adriana Freitas

SOBRE O MEU DIREITO DE LIBERDADE

 

            Crescemos numa sociedade cheia de clichês e machismos. Ditando regras que muitas vezes e em sua maioria poda o direito da mulher de ser quem ela quer ser e quem é de verdade a incluindo em rótulos superficiais e preconceituosos.

            Muitas mulheres criam seus filhos diferentemente de suas filhas. “O menino pode tudo e a menina deve se dar o respeito”. Nada mais sexista. A segregação começa na gestação. Onde o enxoval de meninos e meninas são separados pela cor azul e rosa.

            Na infância a separação dos gêneros continua. A sessão de brinquedos é dividida. Para meninos espadas, carros, bonecos de super-heróis ou de profissões especificas. Para meninas joguinhos de panela, de chá, bonecas de princesa. Como se a criança não tivesse direito de escolher o que lhe chama mais atenção e ou o que lhe é mais divertido. “Meninos não podem brincar com bonecas e meninas não podem brincar com carrinhos”.

            As vestimentas e maquiagens merecem um capítulo à parte. E mais uma vez a pergunta? Por que rotular, segregar, julgar? Homem pode se vestir como quiser e mulher não? Homens podem sair na rua sem camisa, passear de sunga. Tudo bem! A mulher que sair de roupa curta, decote, maquiagem. Opa! Ela está pedindo. Pedindo o que afinal de contas?

            Quando os homens irão entender e até mesmo algumas mulheres que uma roupa curta não é rótulo de caráter? Não, nem todas as mulheres vão curtir buzinadas, cantadas, assobios e muito menos adjetivos como “gostosa, boa, delícia e afins”. O fato de a mulher se vestir e maquiar de acordo com a sua vontade não dá o direito de ser perturbada, julgada por qualquer um(a).

            E a nossa liberdade? Será que a índole de uma pessoa deve ser julgada por sua aparência? Será que uma mulher sair nas ruas vestindo o que lhe deixa confortável e bonita dá o direito as abordagens inconvenientes? Não, não mesmo. Porque a igualdade e o respeito deve ser vivida em sua plenitude.

 

 

 

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