Solidão Compartilhada - por Adriana Freitas

Solidão Compartilhada - por Adriana Freitas

 

            Eu vejo muita solidão no mundo. Hoje pessoas solitárias compartilham intimidades através de uma tela de computador. Não sei de quem é a culpa. Se é que existe uma.

            Pessoas correm de um lado a outro, sem nem se olharem nos olhos, sem trocarem cumprimentos.  Mas em frente a uma tela de computador perdem totalmente o pudor, a vergonha e a fidelidade. Trocam de parceiros “virtuais”, de conversas como se muda o canal da televisão na hora do intervalo.

            A correria da vida mudou totalmente o rumo das coisas. O beijo na boca pode virar coisa do passado (tomara que nunca aconteça). O toque, só o das suas mãos. Tudo bem, sexo virtual não engravida e nem transmite doença. Mas também não tem quase emoção. E o contato físico? O olho no olho? A troca de suor, de saliva? Virou ultrapassado ou deixou de ser preliminar?

            O encontro, o tal estimado encontro, muitas vezes só acontece depois de conversas trocadas pelo computador ou grupo de mensagens. Para onde tudo isso vai? Não sei. Se me assusta? Um pouco. Qual o futuro disso? Não sei. Só o tempo irá dizer.

 

publicado em 28/03/2014

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