Sonhei-te numa alvorada - por José Lopes da Nave

Sonhei-te numa alvorada - por José Lopes da Nave

SONHEI-TE NUMA ALVORADA

 

 Minha única paz,

vida, glória, esperança

vontade de amar

embala em ti.

Sem saber caminhar,

a ti me doei.

Nesta amargura, me pranteei

numa realidade e verdade

que não ignorei.

Como sorrir poderei

se o único facto que tenho

é a tua ausência

que me sufoca lentamente,

com lágrimas que escorrem

em mudez,

onde não me vês.

 

Perguntas me ocorrem.

 

Sonho! Negrura

a parte de mim, passando?

 

Apenas tu continuas viva

és a minha força.

Tudo o que sou,

sou por ti.

Sem ti é difícil

ser.

 

Beijei-te no luar,

sonhei, teu corpo ebúrneo

de diáfano tule vestido,

ao meu encontro

se doando, enternecido.

 

José Lopes da Nave

 

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