Tamanho Único - por Mirian M. de Oliveira

Tamanho Único - por Mirian M. de Oliveira

TAMANHO ÚNICO

 

por MIRIAN MENEZES DE OLIVEIRA

 

Não sei quem inventou o “tamanho único”, pois nunca me senti motivada a pesquisar em livros, revistas, ou Internet.

Se alguém souber, por gentileza, não me conte, pois tenho medo de guardar rancor no coração!

Brincadeirinha!

Jamais poderia odiar alguém que me inspira uma crônica! Seria contraditório de minha parte, entretanto não posso deixar de expressar minha indignação por invenção tão autoritária!

“TAMANHO ÚNICO” PARA QUEM?

Já não bastam as peças de roupas (tamanho G), que se encaixam, somente, nas esbeltas meninas de 18 anos. E os tamanhos GG, que apertam os supostos seres humanos (tamanho M)!

Na verdade, “TAMANHO ÚNICO” foi apenas uma desculpa, para que eu pudesse despejar minhas reflexões sobre uma crônica. Logicamente, já passei por constrangimentos em lojas, quando não conseguir vestir o famigerado “TAMANHO”, que deveria, mais adequadamente, se chamar “TAMANHO MÁGICO”, entretanto este não é o maior problema. Reafirmo... é só desculpa para a escrita.

Mas... cá entre nós:

“Se a roupa é classificada, em ‘TAMANHO ÚNICO’, por que não se encaixa  em meu corpo? Terei sido despachada em um cestinho por um E. T. e caí no paraíso dos enquadrados nos tamanhos corretos?

Desculpem-me os devaneios! Na verdade, penso que na busca da UNIDADE,  a sociedade utiliza a UNIFORMIDADE e isso  nos remete ao MITO DO LEITO DE PROCUSTO.

Só para contextualizar, lá vai uma citação bem simples, retirada da Wikipédia (Google). Quem tiver maior interesse, deve procurar um livro de Mitologia:

“Procusto era um bandido que vivia na serra de Elêusis. Em sua casa, ele tinha uma cama de ferro, que tinha seu exato tamanho, para a qual convidava todos os viajantes a se deitarem. Se os hóspedes fossem demasiados altos, ele amputava o excesso de comprimento para ajustá-los à cama, e os que tinham pequena estatura eram esticados até atingirem o comprimento suficiente. Uma vítima nunca se ajustava exatamente ao tamanho da cama porque Procusto, secretamente, tinha duas camas de tamanhos diferentes.[1] [2]

Continuou seu reinado de terror até que foi capturado pelo herói ateniense Teseu que, em sua última aventura, prendeu Procusto lateralmente em sua própria cama e cortou-lhe a cabeça e os pés, aplicando-lhe o mesmo suplício que infligia aos seus hóspedes”

Referência: Wikipédia

 

Por favor, não se assustem! A analogia foi inevitável...

Voltemos ao “TAMANHO ÚNICO”! Confesso que isso me intriga, mas como não pretendo me aprofundar, só espero, sinceramente, que, um dia, não haja “tamanho único" para ideias, pensamentos e sentimentos.

Acho, que, nesse caso, irá doer um pouco...

Uiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!

 

 

 

 

 

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