Tarciso Filgueiras - Entrevistado

Tarciso Filgueiras - Entrevistado

Nasci em Goiânia, estado de Goiás, em 1950. Formei-me em Agronomia, depois fiz cursos de pós-graduação em Botânica. Trabalhei durante muitos anos em Brasília, na área de pesquisa e ensino. Depois de aposentado, comecei a escrever ficção. Meu interesse maior, ao escrever ficção, é resgatar a língua, os costumes, a culinária e os valores culturais do interior do Estado de Goiás.       

“Leiam. Dêem uma oportunidade para os autores ficcionais brasileiros. Valorizem nossa língua, lendo autores nacionais. Nada contra autores estrangeiros, mas, em geral, eles passaram pelo filtro do tradutor e, frequentemente, perdem muita coisa.

 

Boa Leitura!

 

SMC - Escritor Taciso Filgueiras é um prazer contarmos com a sua participação no projeto Divulga Escritor. Conte-nos o que o motivou a ter gosto por textos de ficção?

Tarciso Filgueiras - Durante minha vida profissional,  eu sempre escrevi textos científicos. O texto científico é bastante diferente do literário, nele as regras são rígidas e devem ser seguidas integralmente. O texto literário, a ficção, ao contrário, significa liberdade de criação.

 

Que temas você aborda em seu livro “Tempo de Tarumã”?

Tarciso Filgueiras - Abordo a vida de um jovem do interior do Estado de Goiás que, depois de cometer um crime, tenta reconstruir sua vida. A história de passa entre os anos de 1930-1950.

 

SMC - Como foi a escolha do titulo para o seu livro “O roseiral de Henriqueta”? Conte-nos um pouco sobre esta obra.

Tarciso Filgueiras - Este é meu primeiro livro de contos. O título do livro coincide com o título de um dos contos, o último dos doze. A escolha do titulo foi sugestão da minha editora, Lucia Koury. Eu havia proposto outro , ela sugeriu este, eu gostei e ficou!

São doze histórias curtas, envolvendo, na maioria dos casos, personagens goianas, no cenário rural ou suburbano. Gosto de retratar a vida no campo, suas dificuldades, mas também sua beleza, originalidade e frescor.

 

SMC - Já tens data para o lançamento do livro “O roseiral de Henriqueta”?

Tarciso Filgueiras - Sim, primeira quinzena de agosto/14.

 

SMC - Como foi a construção do seu livro “Ensaio sobre Jesus: Revelando o homem”?

Tarciso Filgueiras - Ah, este deu trabalho. Durante, mais ou menos, uns dez anos, eu estudei o assunto, até então sem a mínima intenção de escrever um livro. Eu queria, eu precisava entender esta história sob o ponto de vista científico, já que o ponto de vista religioso, teológico, todo mundo conhece. Meu processo de leitura foi muito organizado, eu anotava tudo, resumo, referências, etc. No final, eu fiquei com vários cadernos de preciosas anotações. Quando resolvei escrever o livro, foi só uma questão de ordenar o material, checar novamente as fontes  e ir “montando” os  capítulos.

 

SMC - Que tipos de textos você apresenta em seu livro “Botânica para quem gosta de plantas”?

Tarciso Filgueiras - Eu tentei apresentar as ciências botânicas para uma pessoa que não é da área biológica, ou seja, donas de casa, enfermeiros, comerciantes, astrônomos, matemáticos, etc. Por isto, a linguagem é simples, decodificada. Em geral,  botânica é confundida com floricultura, horticultura ou agronomia.  Não é. É uma ciência básica, isto é, sem aplicação direta, o estudo das plantas em si mesmas. Porém, sem o conhecimento botânico, não se faz ciência na área da biologia vegetal. Seria como querer ser engenheiro sem entender de cálculo.

 

SMC - Escritor Tarciso, onde podemos comprar os seus livros?

Tarciso Filgueiras - Há várias maneiras: nas lojas da rede Livraria Cultura, na Livraria Travessa, no site da editora (www.outrasletras.com.br) ou contatando diretamente o autor (tfilg@uol.com.br).

 

SMC - Quais os seus principais objetivos como escritor?

Tarciso Filgueiras - Como escritor de ficção, contar uma boa história, que surpreenda, divirta e instrua o leitor. Como escritor científico, comunicar novos conhecimentos sobre as plantas brasileiras, sua morfologia, anatomia, taxonomia, filogenia, nomenclatura, ecologia, etc.

 

SMC - Como você vê o mercado literário brasileiro?

Tarciso Filgueiras - Extremamente limitado. As grandes editoras só querem publicar autores estrangeiros consagrados, pelos quais pagam uma ninharia (pelos direitos autorais e tradução) e conseguem lucro certo.  Romances de autores brasileiros? Esqueça. Ninguém quer publicar. Não dá lucro, portanto, não interessa.

 

SMC - Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista, agradecemos sua participação no projeto Divulga Escritor, muito bom conhecer melhor o Escritor Tarciso Filgueiras, que mensagem você deixa para nossos leitores?

Tarciso Filgueiras - Leiam. Dêem uma oportunidade para os autores ficcionais brasileiros. Valorizem nossa língua, lendo autores nacionais. Nada contra autores estrangeiros, mas, em geral, eles passaram pelo filtro do tradutor e, frequentemente, perdem muita coisa.

Obrigado!

 

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