Trama sem ponto - por Elair Cabral

Trama sem ponto - por Elair Cabral

TRAMA SEM PONTO

 

 A pétala frágil tecida por sonhos,

Bordava lençóis com fiozinhos de amor,

Na seda brilhante os pespontos risonhos,

Teceram carinho no aroma da flor.

 

Primeiro bocejo fez jus a espessura,

Pois mesmo tão meiga calou longitude,

Abrindo caminho à mais nobre costura,

Na fibra conjunta calou a atitude.

 

E assim, cochilamos as flores da tarde,

Tecendo a garoa num gesto covarde,

Cortamos o fio de uma trama sem ponto.

 

No vil embaraço da imensa saudade,

Transponho as agulhas de cada vontade,

Fiéis testemunhas do meu desaponto!

 

 

 

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