Transcedencia - por Maurício Duarte

Transcedencia - por Maurício Duarte

Transcendência

 

A potencialidade infinita é nosso real Ser, nossa alma, nosso Eu Superior.  A alma de cada pessoa não é uma coisa. Ao contrário, é pura potencialidade.  E além disto, sua alma não pertence a você mais do que pertence a todos.  A alma é universal.  É o ponto que toca Deus.  É através da alma que se rasga o véu da matéria e se descobre o divino.

Viver a possibilidade o tempo todo é o que indivíduos da aristocracia ou do high society fazem.  E eles o fazem porque podem, mas não só por isto.  Eles o fazem porque têm a firme decisão de viver amplamente as possibilidades infinitas de suas existências.  Gurus, místicos e iluminados também o fazem por ter esta decisão.  Apenas o foco – religioso ou material – muda.  Em essência, a decisão é a mesma.A corrupçãoé, a um só tempo, a degeneração e a eliminação dessa decisão.  Quando o corrompido ou o corruptor se vendem ou compram alguém, tomam a decisão de fechar todas as portas da legalidade e escolhem abrir todas as portas da criminalidade.  A alma cria, tanto para o bem, quanto para o mal.

A alma, sendo a fonte da consciência – e de todas as coisas – nos mostra que somos co-criadores do universo, do cosmos, da realidade, junto com Deus.  Isto é tão verdadeiro que a partir do pensamento de que nossas existências são extensões do universo total, podemos inferir – ou concluir, dependendo da disposição do nosso ser – que se algo estivesse ocorrido minimamente diferente do que ocorreu no passado, não existiríamos como nos conhecemos hoje. “O passado não pode estar errado.” A frase pode parecer reacionária, direitista ou até fascista, especialmente em países como o nosso Brasil, onde vivemos uma ditadura, num período de tempo não tão longínquo, mas expressa uma verdade.  Só somos o que somos agora porque o passado foi o que foi e o passado só foi o que foi, porque somos o que somos agora. É interdependente. Portanto, nunca pode estar errado.  O filme “De Volta para o Futuro”, trilogia de Robert Zemeckis, expressa este conteúdo de forma brilhante, apesar de aparentemente expressar o contrário. Quando BiffTannen torna-se o cidadão número 1 dos EUA, ao fazer uso de um presente do seu eu do futuro, parece que tudo está errado no presente, 1985.  E quando o cientista Doc Brown e MartyMcFly chegam nesse desvio espaço-tempo, Doc Brown explica ao jovem que não podem ir para o futuro para consertar isto e impedir que o eu do futuro de Biff faça o que fez a partir daquela linha temporal.  Porque tudo que vem dali, “dará errado irremediavelmente” (o passado não pode estar errado).  Eles precisam voltar ao passado e encaminhar o presente para “a linha temporal correta”, impedindo que o Biff do passado receba o presente do seu eu do futuro.

Mas passado e futuro são abstrações.  Só o que existe mesmo é o presente.  E o nosso presente é realmente difícil.  O mundo de hoje é um caos – e muitos dirão que é o próprio inferno – mas reconhecer que somos parte desse caos e que somos senhores desse caos, é tarefa do homem e da mulher transcendentes.  Compreender que a fragmentação contemporânea é ilusória.  O ser inteiro, pleno é o que é real.

Arrebatamento, noite escura da alma, nirvana, consciência cósmica, insight, todas essas designações guardam uma relação intrínseca com a experiência de transcender.  E tenhamos fé ou não num Deus que nos guia, é preciso entender que nada no universo é por acaso, e perceber que há um maestro regendo a sinfonia cósmica. Que sejamos capazes de nos sintonizar com esse grande Mestre do fluxo de energia do Todo é condição fundamental para a transcendência.  Paz e luz.

 

Mauricio Duarte (DivyamAnuragi)

 

Referências:

As 7 leis espirituais dos Super-Heróis . Deepak Chopra – com Gotham Chopra . Editora Lafonte . Tradução: Alexandre Martins . São Paulo . 2012

 

 

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