Um campeonato chamado Vida - por Carmen Jacques Larroz

Um campeonato chamado Vida - por Carmen Jacques Larroz

 Um campeonato chamado  Vida

 

      "Enquanto há vida, há esperança." È um dito popular, um provérbio antiguissímo, que transcendeu o tempo e o espaço e faz-se premesente na mente, ou melhor, na boca do povo até os dias de hoje. Não é assim? Eu que o diga! Tornou-se regra consensual falar isso ou crer nisso. Não sei. Talvez seja um apego desesperado à última tábua de salvação, para quem está naufragando nos maremotos da existência ou no último  segundo da última partida do campeonato da vida.

      Mas, e quando a regra tem uma exceção? Nossa gramática ensina que "Toda (?) regra tem excessão." Frases feitas, muitas vezes, são a solução para casos perdidos para quem não tem ou não sabe o que dizer ante uma situação catastrófica e, por carinho ou afã de consolar, deseja dar um encorajamento.

      Pode ser, inclusive, uma maneira de passar a bola, porque não sabe o que fazer com ela. Seu ângulo, está desfocado para o chute a gol. É um tipo de jogada, quando o drible da vida "dá uma caneta" no interlocutor. Por vezes, acontece de o jogo ser tão complicado, que o nervosismo da impotência, direciona a bola  ao pé do adversário. 

Coisas do jogo. Coisas da vida... Fazer o quê? Foi para o espaço toda uma estratégia elaborada para vencer. Morre a esperança de erguer os braços e correr no gramado, com a taça na mão; símbolo de vitória e conquista. 

      Então, o correr, no gramado, passa ao sentar-se no chão; símbolo do aceitar a derrota.

Levar as mãos à cabeça, ,aceitar o rebaixamento, ainda que o campeonato continue para cumprindo a tabela. A toalha não quer ser jogada, porém, é preciso aceitar as regras do jogo.

Terminaram-se os sonhos, a alegria dos gritos de gol, a contagem aumentativa de pontos acumulados.

      É... a vida é um jogo diz o jargão da experiência vivida na própria vida. À torcida só resta o consolo da bravura da luta e o veros toques de bola, os dribles das partidas que virão, sem a alegria e a vibração do seu jogador principal. Dele, ficará a lembrança dos braços vibrantes erguidos cantando louvores, ou seja, os seus gols de placa.

 O campeonato  continuará... sorrisos de gol

 

 

 

 

 

 

 

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