Um dia de Fama - por Mirian M. de Oliveira

Um dia de Fama - por Mirian M. de Oliveira

UM DIA DE FAMA

 

O fato ocorreu em São Paulo, numa rua comercial “procuradíssima” pela grande população consumidora: uma beleza de rua, repleta de artigos femininos, acessórios, objetos coloridos, utensílios domésticos e cosméticos. Confesso que não tenho muita paciência para percorrer ruas superlotadas, disputar “caixas” entre consumidores, entretanto o Natal se aproximava e ainda precisava comprar um presente Já tinha ideia fixa sobre o produto, por isso dirigi-me à loja correta (penso!). Desejava, apenas, comprar um colar para minha afilhada. Senti que não “sofreria” muito no processo! Deveria apenas pegar o objeto desejado, passar pelo caixa e pagar. Só isso! Simples, assim! Não digo que sofri após o ato! O episódio foi hilário, por isso não pude deixá-lo escapar e aprisionei-o à mente. Vamos ao enredo...

_ A senhora gostou deste modelo de colar?

_ Sim! Vou levá-lo!

_ Ótimo!

Dirigi-me ao caixa, paguei o objeto e, quando fui retirá-lo, uma grande e entusiástica salva de palmas ecoou no ambiente...

Olhei para todos os lados... Girei minha cabeça como uma coruja, só para me certificar de que os aplausos eram, realmente, para mim... e ERAM!

“Meu Deus! O que será isso? Uma pegadinha? Meu minuto de fama chegou? Há alguma câmera escondida?” – pensei mil coisas.

Nenhuma de minhas hipóteses foi confirmada e girei em “360º” meu pescoço, para decifrar o enigma! “Cruz Credo! Brincadeirinha”... Juro que não foi como no filme “O Exorcista”! Nem poderia!

As pessoas me aplaudiam e gritavam... Juro que me senti uma verdadeira “pop star”, sem entender o porquê do “frenesi”!

“Que coisa estranha!”

Nesse momento, deixei de ser “pop star”, para assumir meu “surto psicótico”.

“Estão brincando comigo! Estas ‘pegadinhas’ são muito invasivas. Somente os produtores de TV e os telespectadores se divertem com estas brincadeiras. Que coisa mais sem graça!”

Quando os ânimos se acalmaram, perguntei o que havia ocorrido a um rapaz muito simpático, que, naquele momento, me entregava o pacote. A resposta foi imediata:

_ Graças à senhora, conseguimos fechar a cota do dia e agora poderemos encerrar o expediente! A senhora nos salvou!

_ Salvei?!

_ Sim! Muito obrigada!

Respirei fundo...

“Que alívio! De vítima passei a heroína. Eu era a redentora de todos os funcionários aflitos, para passar o cartão de ponto, e cuidar dos entes queridos!”

A salva de palmas continuava... cada vez mais inflamada e, quanto a mim... abaixei-me, numa atitude de reverência... Sim! Eu era “pop star”! Tive meu minuto de fama! Não que isso me importe! Só achei hilário. Agora, com certa distância do fato, penso que o episódio da vida real não foi tão simples assim... Creio até que há ‘certa’ complexidade em tudo. Haverá?

Talvez, nessa crônica, caiba o provérbio bíblico: “Os últimos serão os primeiros!”...

“Que bobagem!”

Deixem para lá, leitores! Trata-se, somente, de um fato isolado, ocorrido num recorte de tempo, em determinado local, com um número razoável de personagens... e que, com certeza, nada acrescentará à vida de cada leitor.

Será?

Desejam pensar sobre o assunto?

 

MIRIAN MENEZES DE OLIVEIRA

 

 

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