Valque Santos - Entrevistado

Valque Santos - Entrevistado

Por Eduardo Garcia – Escritor

 

Valque Ramos dos Santos, nascido em 25 de novembro de 1959.

Filho de Romildo Ramos dos Santos, in memoriam, e Djanilda Albino dos Santos. Pernambucano de Recife, atualmente reside em Jaboatão dos Guararapes.

É Conselheiro de Cultura e Políticas Públicas Municipais de Jaboatão dos Guararapes, representando a Academia de Artes Cidadã, membro da União Brasileira de Escritores — UBE - Sociedade dos Poetas Vivos de Olinda – SPVO – e acadêmico na Academia de Letras de Jaboatão dos Guararapes – ALJG.

Participou da 2ª Conferência de Cultura do município de Jaboatão dos Guararapes/PE –

Ganhou o 3º lugar no 2º Prêmio Solano Trindade de Poesia afro-brasileira,  na mesma cidade, com a poesia “Sou negro e um pedaço da África”.

 

“Que os leitores procurem conhecer o Brasil, seus escritores atuais com personagens de nomes: Maria, João, José, em histórias que os façam sonhar e até mesmo conhecer os lugares das tramas como no livro: NUNCA VOU ESQUECER DE LEMBRAR DE VOCÊ, nesse caso, Fernando de Noronha. “

 

 

Prezado Escritor Valque Santos muito nos orgulha em tê-lo conosco no projeto Divulga Escritor, seja bem-vindo!

Divulga Escritor - Quando se sentiu pronto para escrever o seu primeiro livro?

Valque Santos - Escrever sempre foi fácil, fui presenteado por Deus com esse dom. No inicio foi por achar bonito ver poetas recitando poemas com desenvoltura, e os admirava por terem escrito textos tão bonitos. Via-os na (Praça do Sedo) Rua da Roda/Recife. Isso na minha adolescência, lá no final dos anos 70. Aí saíram os primeiros rascunhos e eu pedia as pessoas para darem a sua opinião, não me contentando, ou melhor, achando que as pessoas diziam que meus textos estavam bons só para me agradar, resolvi então, fazer livretos em meio oficio (papel oficio partido no meio) grampeava-os colocando títulos na capa. Assim eram meus livros. Com o tempo ia lendo e relendo, eu mesmo encontrava meus erros de linguagem no que eu escrevia e os corrigia.

 

Divulga Escritor - Pensava em ser escritor ou seria só a vontade de lançar um livro, havia um projeto?

Valque Santos - Passei a levar a coisa com seriedade e fui me aproximando de poetas e grupos literários. No começo mais como observador. Depois passei a ter a mania de comprar e ler livros de autores pernambucanos e fui através da escrita descobrindo não só as palavras como também o Recife com outro olhar. Nesse período meu projeto era publicar um livro mais não me achava ainda em condições, sempre via a necessidade de ler e aprender mais. Até hoje ainda sinto que devo ler mais autores de uma forma mais ampla e não só de Pernambuco.

 

Divulga Escritor - Fale um pouco da participação nas instituições literárias, é Acadêmico, verdade?

Valque Santos - Desse período para cá, (70 e 80) fui conhecendo autores e instituições literárias, observando também as competições entre si (coisas que existem até hoje), no começo me envolvi com um grupo de poetas independentes que se denominavam “MEIPE”, Movimento de Poetas Independentes de Pernambuco que se reuniam na Casa da Cultura no Recife ou na LIVRARIA LIVRO 7 (Tarciso Pereira). Considerada na época como a maior livraria do Brasil, lá era o point dos escritores, jornalistas e todos apreciadores das artes literárias. Mas, também esbarrava-se com o pessoal da GERAÇÃO 65 já no final, onde já eram história no Recife assim como até hoje ainda se fala. Foi ai que conheci: Francisco Espinhara, Pedro Américo, Juarez Correia, Paulo Caldas, Raimundo Carrero e muitos outros monstros da literatura pernambucana.

Eu era admirador dessa turma e procurava observá-los e muitas vezes segui-los.

Depois fui fazendo meu próprio estilo, e em 1982 publiquei meu primeiro livro de poesias (oficialmente) intitulado: AMIZADE & POESIAS (Gráfica Dom Bosco) com o apoio de Pedro Américo que nessa época era sebista na Praça do sebo. Depois houve outras publicações como: DEZ POEMAS D’UM AMOR TOTAL e QUATRO POEMAS DE RUA, não oficias porque foram impressos em copiadoras em números reduzidos por questão financeira, dificuldades de todos os autores independentes.

Hoje faço parte de várias instituições literárias: Membro fundador da Academia de Letras de Jaboatão dos Guararapes; Sociedade dos Poetas Vivos de Olinda; UBE – União Brasileira de Escritores/Núcleo Paulista; Conselheiro de cultura e Politicas Publicas Municipais de Jaboatão dos Guararapes.

 

Divulga Escritor - Agraciado com o Prêmio Literário Casimiro de Abreu, isso aconteceu sabemos pelo seu trabalho, mas conte-nos sobre isso.

Valque Santos - O Prêmio Casimiro de Abreu foi uma honra para mim como escritor e pessoa.

Qual o escritor que não se orgulha em ver seu nome projetado entre vários escritoresbrasileiros e internacionais? Abriu-se um espaço enorme de conhecimento e troca de experiências que ficará para toda a vida por telefone e internet. Esse Prêmio deu-se por conta do meu livro: ALÉM DA SOLIDÃO, poesias.

 

Divulga Escritor - Fale-nos sobre "Além da Solidão", como surgiu, lançado também neste ano.

Valque Santos - ALÉM DA SOLIDÃO foi um livro todo planejado com muito carinho desde a capa/contra capa até o último texto. São poemas líricos, soltos, românticos, escritos direcionados ao leitor em situações que possam coincidir com seu dia a dia. Esse livro me levou ao Casimiro de Abreu. Minha maior emoção foi numa manhã no metrô, me deparar com uma senhora lendo o livro e recomendando a outra que o adquirisse, que era muito bom. Calado estava e fiquei segurando a emoção.

 

Divulga Escritor - Quais os seus projetos para o futuro, fale sobre o seu último romance "Nunca vou esquecer de lembrar de você"

Valque Santos - Penso em cada vez, melhorar, ler mais, e ano a ano publicar um dos meus oito livros inéditos entre romances, contos, crônica e poesias. Acontece que cada ano também nasce outro livro, outra história sem contar, como as poesias. Programei-me para no ano de 2014 publicar dois livros, um de poesias ALÉM DA SOLIDÃO que aconteceu no dia 10 de abril e um romance NUNCA VOU ESQUECER DE LEMBRAR DE VOCÊ que acabo de publicar, em 23 de outubro. Lancei-me como romancista escrevendo e colocando tudo que acontece num romance. Desde o drama, ciúmes e as traições. Foram muitos momentos in/solidão na Ilha de Fernando de Noronha desenhando na memoria todo o cenário do livro.

 

Divulga Escritor - Como sente o mercado literário, atrapalha ou ajuda o escritor?

Valque Santos - O mercado literário no Brasil é muito difícil, principalmente para o iniciante como eu, não vejo portas abertas ou é preciso ter muita sorte, sorte que ainda não tive para mim. Escrevo meus livros, pago para publicar, inclusive a Editora Babecco tem sido muito generosa comigo em não estar me cobrando, corro atrás de bancas e livrarias onde terei que pagar entre 30% a 50%, peço a um, peço a outro um espaço na mídia. Jornais por exemplo, não foi publicada uma linha em nenhum veiculo por falta de um bom conhecimento e olhe que tenho, mesmo assim é muito difícil. Sem contar com a organização e local de lançamento, coquetel, convites ao publico e amigos. No final eu me pergunto, será que vale a pena administrar tudo isso, ou sair mendigando as pessoas para comprarem meu livro? Sinto-me muito cansado.

 

Divulga Escritor - Acha que as feiras literárias, assim como estão são viáveis, e divulgam o trabalho do Escritor?

Valque Santos - As feiras é um bom negocio para encontrar amigos, trocar ideias e ver as novidades. No meu caso, vale o boca a boca sobre a minha obra, já vender parece uma mendigação. 

 

Divulga Escritor - Qual a mensagem que deixa o escritor Valque Santos ao nosso leitor.

Valque Santos - Minha mensagem é que o leitor valorize mais os autores regionais ou brasileiros, tem muita gente boa no mercado, talvez até melhor do que os Americanizados expostos nas vitrines das melhores livrarias, e saibam que eles só estão ali porque existe por trás uma propaganda por grandes editoras que muitas vezes não nos valorizam. Que os leitores procurem conhecer o Brasil, seus escritores atuais com personagens de nomes: Maria, João, José, em histórias que os façam sonhar e até mesmo conhecer os lugares das tramas como no livro: NUNCA VOU ESQUECER DE LEMBRAR DE VOCÊ, nesse caso, Fernando de Noronha.

 

Divulga Escritor - Estamos chegando ao fim da nossa entrevista, agradecemos a sua participação e colaboração para que conheçamos mais sobre o Escritor e Poeta Valque Santos, as suas considerações finais.

Valque Santos - Na orelha do meu livro: Sedução, presentes e bombons finos – poesias, publicado pela Editora Livro Rápido em 2005, Pedro Américo diz: O importante, na vida, é a pessoa decidir-se.  Sonhando, lutar pelo que deseja. Quer fazer um livro, faz: batalha por apoio, corre atrás de editor, livreiro, leitores. Badala, vai ao jornal, a TV, a rádio, ao clube. Interagem junta amigos, colegas, faz festa e lança. Autografa aqui, ali, acolá, além, colégios, faculdades, bares, pátios, feiras, bienais, vaquejadas. E não vai pela critica (que, alias, não existe). Em busca de olhos e ouvidos que os vejam e ouçam.  Às vezes bate um desanimo, mas o importante é não deixar de sonhar e acreditar que amanhã tudo vai dar certo.

 

 

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