Vi-te no Vento - por José Lopes da Nave

Vi-te no Vento - por José Lopes da Nave

VI-TE NO VENTO

 
 
 
Da minha janela vi-te no jardim,
 
olhaste em mim,
 
os olhares mantiveram-se,
 
não se ausentaram, sustentaram-se.
 
Instantaneamente,
 
principiei a ver-te, frequentemente,
 
acompanhando-te em minha mente,
 
na minha solidão e fantasia, sonhar-te,
 
mãos de carinho, lábios de medronho rubro, a beijar.
 
Despertaste o amor,
 
com uma cor celeste, mistério de olhar.
 
Escreveste-me no vento, gostei de te ler.
 
E compreender!
 
Senti a fragrância que remanescia de ti,
 
perfume aromatizante,
 
suavizante.
 
Parados no tempo da ternura, jamais terminado
 
olhando, suspensos, o infinito
 
sem dizer palavra, calados…
 
No tempo inquebrável
 
e infindável.
 
Um tempo de amor.
 
O sorriso acordou em nós,
 
vendo-nos,
 
lendo-nos,
 
contemplando-nos,
 
sentindo-nos.
 
 
Éramos nós.
 
 
 
 
 
 
 
 

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