Você Sofre da Síndrome de FOMO? - por Téia Camargo

Você Sofre da Síndrome de FOMO? -  por Téia Camargo

Você Sofre da Síndrome de FOMO?

 

Caso você não saiba do que se trata, não se martirize. Eu também não sabia até poucos dias atrás, quando ouvi falar pela primeira vez desse conjunto de sinais e sintomas de nome engraçado e que vem se proliferando em velocidade de banda larga 4G.

 

A sigla FOMO nada mais é do que a abreviatura da expressão “Fear of missing out” o que em português quer dizer algo como “medo de estar por fora”.

 

Sua síndrome acomete aqueles que se tornam obcecados pela avalanche de informações do mundo virtual, pelas constantes atualizações das mídias digitais ou por tudo aquilo que se refere a esse universo.

 

Imagine uma pessoa que checa milhares de vezes as mensagens, que verifica a caixa de e-mail a cada segundo, que vive à caça de novas fotos, novas posts, novos vídeos e ainda assim se aflige se irrita, se angustia e se pergunta: Como é que eu não sabia disso? Como fulano (a) consegue ser tão popular? Por que eu estou nesta festa e não naquela outra que parece mais animada? Será que um dia eu também farei viagens espetaculares? Onde foi que ele (ela) arrumou esse namorado (a) tão bacana? Quando eu poderei frequentar um restaurante tão caro?

 

Reconheceu-se?  Lembrou-se de alguém?

 

Pois então, essa pessoa sofre da Síndrome de FOMO.

 

Viciada num mundo virtual que ela acredita estar repleto de gente bem informada, bem sucedida, feliz, realizada, que sorri em fotos invejáveis, que relata relacionamentos equilibrados e românticos, a pessoa passa a imaginar que não se enquadra nessas versões idealizadas de felicidade e acaba sofrendo por achar que fez ou está fazendo a escolha errada, que esteve ou está no lugar errado ou que convive com as pessoas erradas, já que não consegue satisfazer-se mais vivenciando apenas sua própria realidade.

 

E haja checagem para verificar se o outro, seja lá quem for, viajou, passeou, namorou, comeu, bebeu, se embebedou e enquanto isso deixa de assistir filmes, de bater um bom papo, de afagar alguém, de se deixar afagar, de dar risadas e de fazer ou viver uma infinidade de coisas que não aconteceram de verdade, em prol de uma disputa de exibicionismo e ostentação que tomou o espaço de momentos que poderiam ter sido motivo de genuína felicidade.

 

O medo de estar por fora, a urgência de ser bem aceito perante o outro e à sociedade, a necessidade de ser curtido, de fazer parte de um número imenso de grupos de mensagens imediatas, pode ser tornar danosa e trazer mais frustração do que benefícios, dependendo de como nos comportamos em relação à nossa querida e amada tecnologia.

 

E aí, ficam as perguntas: não seria a hora de nos questionarmos se somos capazes de absorver tanta informação disponível? E o que fazemos com ela? Será que precisamos mesmo saber sobre tudo, o tempo todo? Será que é fundamental estarmos conectados a qualquer hora, em qualquer lugar? Será que corremos o risco de ficarmos alienados para sempre só porque não ficamos sabendo que a atriz tal engravidou?

 

Não tenho certeza sobre as respostas, mas acredito que o equilíbrio seja uma boa alternativa a se considerar!

 

Téia Camargo

 

Setembro/2015

 

 

 

 

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