A natureza das coisas - por Maurício Duarte

A natureza das coisas - por Maurício Duarte

A natureza das coisas

 

O homem é um animal político, um animal social como dizia Aristóteles? Nem sei mais se era o filósofo mesmo que disse isso.  Em tempos de internet tudo é possível.  Talvez descubram que foi Marx, ou pior, o Grouxo Marx. Brincadeiras à parte, por conta de má interpretação, Karl Marx construiu seu O Capital encima da luta de classes.  Porque se o homem é um animal político, tomar o poder teria que ser a expressão máxima de virilidade masculina ou da doce autoridade feminina.  Mas essa exacerbação do exercício de poder não é um exagero dessa questão? 

Que o homem é um animal gregário não discuto e, inclusive, confirmo e dou fé que assim é.  Porém existem maneiras mais sensíveis, sutis, produtivas e sobretudo mais humanas de exercer as relações entre as pessoas do que criando hierarquias e impondo à  sua vontade de forte – quando é um dos poderosos que atua – aos demais que são fracos – quando trata-se dos que não possuem os modos de produção, por exemplo.

Uma dessas alternativas seria a cooperação e dela, surge imediatamente, a livre associação como sendo o reverso da moeda.  Haja vista que mesmo sendo o melhor caminho dentre todos, há de se prever que alguns – ou muitos? – não quererão fazer parte dessa via. De que exatamente estou falando?  Da natureza do ser humano, porque a essência de um homem ou de uma mulher não pode limitar-se a uma mera figuração política, econômica ou até mesmo social. Ou pode? Eu acredito que não.  Por dois motivos, a vida é valiosa, não há nada de mais valor do que uma vida.  E além disso, ela não nos pertence; porque mesmo que queiramos morrer isso não é algo muito elevado do ponto de vista espiritual para dizer o mínimo.  Na verdade é o pior dos níveis espirituais dos quais um ser humano pode chegar, a despeito de qualquer opinião sobre a validação da eutanásia que se possa ter.  A vida – e a nossa inclusive – pertence a Deus, a uma força maior, ao Todo, a Luz superior, seja como queiramos chamar.

A natureza da vida é dar certo, bem como é a natureza do bem.  O ser humano é de longe o mais preparado para gerir os recursos do planeta Terra e o que tem feito?  Destruído milhões de hectares de florestas todo ano, poluído os mares sem dó nem piedade juntamente com emissões de gás carbônico no ar e a extinção completa de muitas espécies animais.  Tudo isso ininterruptamente desde que se conhece a civilização industrial até hoje.

O homem deve ter em mente que a sua responsabilidade é grande e responder a essa responsabilidade com argumentos prontos e pré-moldados ou pré-definidos não vai levar à lugar nenhum.  A pergunta que me faço é: O homem é um animal verdadeiramente apto a viver em cooperação?  Porque essa é a natureza das coisas, é assim, aliás, que a natureza funciona desde os organismos unicelulares até os insetos e animais de maior porte só para não citar casos igualmente cooperativos nos reinos vegetal e até mesmo mineral.

Tenhamos em mente, desse modo, que viver pressupõe favorecer a vida em todas as instâncias, níveis e planos – inclusive os planos espirituais – e essa é nossa missão como seres humanos. Estaremos prontos para vivenciar a natureza das coisas?

 

Mauricio Duarte

 

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