A vida como uma roda de poesias... - por Rogério Araújo - Rofa

A vida como uma roda de poesias... - por Rogério Araújo - Rofa

A vida como uma “roda de poesias”...

Rogério Araújo (Rofa) *

 

Estive presente num evento informal promovido pelo “Portal do Poeta Brasileiro”, na casa de uma escritora, onde encerrou com algo que nunca havia presenciado e que foi de um resultado surpreendente.

A chamada “roda de poesias”, onde poetas e escritores presentes fazem como se fosse um “repente”, que é cantado, com as poesias que são iniciadas e construídas na hora, de improviso, por outros.

O que vi na hora foi um “poemão”, feito sem prévia organização, nascer de um encontro de poetas e escritores de toda parte do Brasil e alguns doe exterior. Interessantíssimo observar o produto final que sequer foi anotado por ninguém para virar um novo livro...

A emoção, o bom humor, o desprendimento... são características a serem destacadas. E, para alguns, ainda a interpretação que valeriam um “Oscar” pela atuação. Uma prova que nem sempre de quem escreve não é social e gosta de escrever no silêncio...

Como seria bom se, na vida, pudéssemos viver, assim, como uma “roda de poesias”, compartilhando o que se passa conosco com outro que completa o que nos falta e prossegue ideias que iniciamos e por aí vai...

Diversas personalidades já falaram da importância de escrever em suas vidas e não custa destacar algumas dessas frases para enriquecer esse vasto tema de uma formação relâmpago de frases e versos para o cotidiano nosso...

Darcy Ribeiro disse que “Escrever é ter coisas para dizer”. Quem não tem o que dizer, falará muito e dirá pouco. E o escritor, muitas vezes, faz o contrário: escreve pouco e diz muito.

Clarice Lispector afirmou: “Eu escrevo como se fosse salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida”. E quem escreve sente-se assim mesmo, inquieto, como se necessitasse soltar o que tem dentro de si através da escrita, para poder viver.

Roland Barthes polemizou com uma grande verdade: “Escrever é sacudir o sentido do mundo”. E não é mesmo? O que seria do mundo se não existissem quem escrevesse para que pudesse ao menos pensar no que leu, mesmo que alguns leiam e nem entendam, ou melhor, nem pensem...

Margaret Atwood foi categórica quando disse que “Escrever é deixar uma marca. É impor ao papel em branco um sinal permanente, é capturar um instante em forma de palavra”. Que bela afirmação! O momento sagrado de escrever, inspirado, para pôr no papel ou na tela do computador a inquietação sobre algo que precisa ser produzido e cada um tem sua “marca registrada”, seja amado ou odiado, mas tem.

Carlos Drummond de Andrade soltar essa pérola sobre o que ele mesmo fazia: “pinterestEscritor: não somente uma certa maneira especial de ver as coisas, senão também uma impossibilidade de as ver de qualquer outra maneira”. Que foi “picado” por esse inseto chamado “escritor” jamais será o mesmo e se contentará em ficar quieto, sem escrever. Sua maior necessidade é expurgar o que está dentro de si em palavras.

E para encerrar as citações sobre o tema, Dady Malene resumiu bem sua função: “Escrever é mandar recado. Ler, entender o recado”. Quem escreve manda inúmeros “recados” que somente serão assimilados ou entendidos por quem no mínimo LER e depois, mesmo que seja com muito esforço, PENSA. Pois quem apenas passa os olhos num texto, sem fixa-lo, é como quem ouve algo desatento: entra por um ouvido e sai pelo outro.

Enfim, que o “ofício” de escrever seja entendido de diversas maneiras na vida. E que possa, de repente, seja como uma “roda de poesias” feita na hora, com as situações cotidianas. Nem que seja na mente de quem lê algo e constrói ideias ou mesmo discorda do que leu. Isso é “interagir” em sua essência. É o feedback do escritor ainda que nunca ouvido, mas pelo menos feito na mente do leitor.  

  Essa é a “paixão” de quem escreve. Só quem faz, sabe o que é isso. As pessoas de fora até chamam de loucura ou de alienação. É, simplesmente, ser um canal de conexão com o “mundo das ideias” para que leve quem lê à refletir e viver melhor num mundo onde tudo é supérfluo e visto com a síndrome do “deixa para lá”...

               Vamos continuar na árdua missão de escrever e deixar para os leitores o “julgamento” e que cumprimento do objetivo seja realizado ou não. 

 

Um forte abraço do Rofa!   

 

 

 

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