Complexa relação entre o ensinar e o aprender a pesquisar em Educação - por Tânia Dantas

Complexa relação entre o ensinar e o aprender a pesquisar em Educação - por Tânia Dantas

Complexa relação entre o ensinar e o aprender a pesquisar em Educação

 

Durante todo o processo acadêmico há que insistir na possibilidade de diferentes interpretações, na multidisciplinaridade e na multiperspectividade. Essa consciência pressiona no sentido de uma grande exigência e responsabilidade, tanto do professor quanto do aluno.

As estratégias de ensino aprendizagem a implementar, numa perspectiva de estímulo à construção e trabalho autônomo do aluno, bem como as estratégias de avaliação, formativa e contínua, desenhadas para proporcionar aos alunos um feedback regular do seu desempenho.

Não se trata de uma tarefa fácil para docente e discentes, dada a perspectiva geralmente positivista que os alunos possuem acerca do conhecimento, da ciência e da verdade. Três dimensões sobre as quais os paradigmas da investigação qualitativa exigem uma verdadeira reconversão do pensamento, para que se entenda que:

1.      “Conhecer” não significa a exclusão e o “desperdício” da experiência quotidiana (do senso comum, da emoção e do afeto); ela constitui também uma forma legítima e indispensável de racionalização do mundo, de classificar os fatos, as pessoas e as circunstâncias da vida;

2.      “Fazer ciência” é participar num esforço coletivo de compreensão da realidade. Esforço que tem como primeiro objetivo (mas não o único) construir teorias que permitam, antes de tudo, obter a referida compreensão, isto é, a explicação por meio do estabelecimento empiricamente comprovado de relações de causalidade, ou, a interpretação dos fatos humanos tomando como base o sentido que os sujeitos conferem às circunstâncias e aos atos que de algum modo vivenciam, ou seja, tomando como base a subjetividade;

3.      As teorias são instrumentos para, por meio dos conceitos que oferecem se questionar a realidade colocando novos problemas e sujeitando-se, por isso mesmo, a constantes confrontações e a revisões quando a realidade questionada não está coerente com elas, nem de um ponto de vista lógico, nem de um ponto de vista existencial;  

4.      “A verdade” já não se define como uma revelação, mas como uma construção; e que os critérios em que ela assenta não são universais, mas históricos, contextuais, relativos. E que isto mesmo é problemático e desorientado, tornando necessária uma postura permanente de «vigilância epistemológica» aliada à capacidade de abertura a outras formas de “ver”, como por exemplo que: o homem é um criador de significados que se tornam parte da própria realidade social; os fenômenos sociais são considerados como resultados de um sistema complexo de interações dos sujeitos em sociedade; a investigação de realidades sociais se centra, antes de mais no modo como elas são interpretadas, entendidas, experienciadas, vivenciadas e produzidas pelos próprios sujeitos e que a ação do investigador se traduz na interpretação (baseada no conhecimento teórico e na capacidade de o situar em contextos) das interpretações dos sujeitos investigados.

 

 

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