Dívida pós morte - por Maria Estela Ximenes

Dívida pós morte - por Maria Estela Ximenes

 

DÍVIDA PÓS-MORTE

 

Se um trabalhador assalariado soubesse a data  de sua morte, o que faria com relação  as suas dívidas? Que tratamento daria aos  seus gastos? Certamente, não estaria feliz, sabendo a data de partida, mas a dor de cabeça de calcular as dívidas no final do mês teriam fim.

Pós-morte, dívida, maldição de familiares. Será que defunto volta  para quitar as suas dívidas?

Se não houvesse tantos pés-rapados na sociedade, muitos não morreriam devendo. Antes de fechar definitivamente os olhos, estenderiam um cartão de quitação, ou isento para o mundo.

Deveria existir um fundo de reserva, espécie de imposto para os mortos – o benefício seria acionado logo após o óbito; porém, quem se habilita pagar esse fundo num país recorde de impostos?

Melhor desistir da paranoia e focar no pensamento de um dos personagens de Willian Shakespeare: “Quem morre salda as dívidas”.      

 

Crônica do livro “Um pindaíba nunca está sozinho”

 

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