Jogo de Sombras - por Alves dos Santos

Jogo de Sombras - por Alves dos Santos

 

Jogo de Sombras

 

Embrenhou-se na noite

Percorrendo ruas estreitas e vielas que, apesar de familiares,

Ganham novos contornos

Neste choque entre a escuridão e a luz artificial,

Que escorre mortiça dos esguios candeeiros de rua,

Projetando sombras de formas mutáveis

Mas que, ainda assim, o perseguem incessantemente

 

E despertam-lhe memórias, há muito proscritas,

De outra madrugada

Que desfez sonhos inconfessos

E em que a sombra que avançava destemida na noite,

Como um único vulto,

Para sempre se separou em dois

 

Envolto em tais pensamentos,

Chega ao final deste tortuoso caminho,

Desembocando no seu destino

Onde, iluminada pelo luar que irrompe pela praça,

Ela o aguarda serenamente,

E ele, percebendo enfim que este era um novo começo,

Avançou

 

 

 

 

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