Eu fui... Bienal do Rio de Janeiro 2015 - por Rogério Araújo - Rofa

Eu fui... Bienal do Rio de Janeiro 2015 - por Rogério Araújo - Rofa

“Eu fui... Bienal do Rio de Janeiro 2015”

Rogério Araújo (Rofa) *

 

É uma grata satisfação para um escritor e jornalista como eu poder visitar uma feira onde o “prato principal” é o livro. Ainda mais quando pode ser observado a alegria dos participantes num amplo lugar com inúmeros livros.

A 17ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro que aconteceu de 3 a 13 de setembro de 2015 despertou principalmente o público mais jovem, contrariando diversas previsões de que “a juventude é avessa à leitura e só pensa na tecnologia”.

Pude visualizar diversos exemplos da faixa etária jovial batendo selfies e mais selfies com toda vontade para mostrar a todos que “Fui à Bienal”. E essa atitude mostra semelhança aos mesmos jovens que também tem prazer em comparecer a diversos eventos famosos como o Rock in Rio, que por coincidência acontece no mesmo mês e na mesma cidade.

Falando nesse evento, na época da primeira edição, em 1985, todos faziam questão de “vestir a camisa” para dizer: “Rock in Rio – Eu fui!”. No caso da Bienal, esse “vestir a camisa” é uma foto com logos da Bienal, com livros que comprou ou o maior troféu de toso, com o autor preferido numa selfie.

 É simplesmente incrível ver a juventude que só vive no Face, no WhatsApp, e sempre no “virtual”, lotar um evento que está em sua 17ª edição e com grande sucesso de público e de vendagem de livros físicos, e não somente os e-boks livros em leitores que também são comercializados na mesma Bienal, via Amazon e outras editoras e empresas.

Adolescentes indo ao delírio ao encontrar seus autores de livros que simplesmente devoram na hora, mesmo com várias páginas. É maravilhoso ver essa cena, que enaltece a literatura e consequentemente algo ainda maior: a leitura.

Quando a pessoa lê, viaja. Viaja para longe, sem limites. Delira, emociona, ri, vibra... são histórias e mais estórias, seja de ficção ou baseadas em fatos reais. Ou até mesmo levanta uma polêmica, discutindo-a para melhor orientação.

A leitura faz qualquer pessoa crescer. Basta que ela deixe sua mente se apropriar das preciosas palavras ali existentes. E ver isso justamente numa faixa de idade considerada perdida, é muito mais gratificante.

Escolas visitam a Bienal aos “bandos” que fazem aquela algazarra de costume. Coisas da idade que alegram a quem vê, mesmo que alguns o discriminem ou reprovem por não terem muito respeito por um lugar público.

E engraçado que os adultos, muitas vezes, levam até crianças o local desses e essas parecem nem saber onde estão, muito menos para qual motivo. E choram, gritam, esperneam... e alguns pais até carrinhos de bebê empurram no meio da multidão. Um pouco sem noção certas atitudes, mas pelo menos apresentam os pequenos à grande preciosidade é a literatura.

O país homenageado em 2015 foi a Argentina, nosso vizinho. É sempre bom conhecer outras culturas, mesmo dentro do Brasil, para quem não tem condições de ir pessoalmente lá fora, na terra de los hermanos.

Muito hilário, para não dizer tragicômico, ver filas para tudo num lugar desses: para comprar livros, para lanchar e até para tirar fotos em cenários interessantes. Quem vai perder uma foto para marcar sua presença num evento desse porte? Ninguém vai se atrever, né? Ainda mais os facemaníacos e os zapmaníacos...

Que venham bienais e mais bienais para que a chama da leitura e o prazer de ler, folhear páginas, pensar, cresçam cada vez mais.

 

 

 

 

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