Náufrago - por Conceição Oliveira

Náufrago - por Conceição Oliveira

Náufrago

 

A minha casa é a ilha onde aporto em tempestades:

 

Tem paredes, árvores, destroços, um náufrago;

rosas brancas, trepadeiras, um pardal;

o azul do céu.

 

As árvores ensombram os silêncios que o pardal quebra

na liquidez dos vazios.

 

Dos cânticos das sereias crivo estados febris

e chamo as rosas a fortalecer ausências

escondidas no breu dos dias vis.

 

Rodeia-me o mar.

O desânimo é meu.

 

E se alguém me disser que a minha casa não é uma ilha,

é porque não conhece a água que veste os meus dias.

 

Caídos os braços,

o náufrago

sou eu.

 

Da Raiz (transparências)

 

 

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