Conceição Oliveira - Colunista

Conceição Oliveira - Colunista

 

Conceição Maia Rocha de Oliveira nasceu em Aveiro, onde vive.

Frequentou, durante dois anos, Línguas e Literaturas Modernas (Português e Francês) na Universidade de Coimbra mas obteve o grau de Licenciatura em Português e Francês (ensino) pela Universidade de Aveiro. Formou-se pela Escola do Magistério Primário e pela Alliance Française Aveiro/Coimbra.

Exerceu docência cerca de 38 anos.

Aposentada, para além da família e de vários hobbies, dedica-se à escrita e à pintura (que pratica regularmente).

 

Publicou artigos de opinião, crónicas e poesia em diversos jornais escolares e informativos locais.

 

Obras publicadas a nível individual: Labirinto de Palavras – Poesia, 2012, Temas Originais, Editora;  

Tempo Sem Horas – Contos, Edições Vieira da Silva, 2013;

- Da Raiz (transparências) - Poesia/Prosa poética, Palimage, Edições Terra Ocre, 2014;

- Ramiro e o Moliceiro – Entre a Ria e o Palheiro – Infanto-juvenil, Palimage, Edições Terra Ocre, 2016;

Contos Pródigos (e outros) Vadios – Antologia – Edições Colibri, 2017;

 

É coautora em Coletâneas, Antologias, Agendas e Revistas Culturais (Portugal, Brasil, Suíça, Moçambique e Roménia).

 

Do seu currículo fazem parte alguns prémios literários, menções honrosas e outros de destaque, quer na área da escrita quer na da pintura.

É membro de diversas associações e agremiações culturais (Portugal, Brasil e Moçambique na Diáspora).

 

Participa, regularmente, em Tertúlias, Saraus Poéticos, Sessões de Poesia e de Escrita Criativa desenvolvidos pelos grupos culturais onde se insere.

Frequenta os Cursos Livres de Pintura na Cooperativa Árvore do Porto desde 2014 onde

encontrou os melhores Mestres.

 

Expõe pintura individualmente e participa no coletivo um pouco pelo país mas também em Espanha. Obteve alguns prémios e distinções na área da pintura a nível nacional e internacional.

Participou na Exposição da AAAGP-Portugal no Carroussel du Louvre (2017), Paris, onde foi distinguida com a Medalha de Bronze pela sua obra “Le Rêve du Petit Prince”.

 

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Arte de apresentação da escritora
 
 
 

 

 

Conceição Oliveira - Colunista

Desperdícios - por Conceição Oliveira

Desperdícios I Fim de tarde:   Pendentes sobre o mar O sol embrulhado em Carmim Um rasto de fogo amarelo   Branco o traço do avião tardio A teimosia da luz Acesa ao luar   A poalha desce, envergonhada… Pelas águas entra uma mulher, a banho…   II   Sobre a língua de...

Cenas do outro mundo - III - por Conceição Oliveira

CENAS DO OUTRO MUNDO (III)  - excertos (...) Seja qual for o grau de cultura ou crença, perante factos envoltos em névoas de mistério ou misticismo, impossível a qualquer um não ser contaminado.  Para os incrédulos, muito mais práticos nas suas análises, os assuntos encerram-se de “per...

Livro: Contos Pródigos - por Conceição Oliveira

A obra CONTOS PRÓDIGOS (e outros) Vadios representa o regresso a casa de diversos textos narrativos (contos) de carácter ficcional, convém frisar, inseridos e já publicados em colectâneas, antologias e revistas culturais, aos quais se acrescentou um inédito, compilados neste volume que vos...

As vezes... - por Conceição Oliveira

Às vezes, a palavra torna-se sorriso E o sorriso raio de luz Entrando, Sem que o transeunte Absorto, Peregrino de caminho incerto Evite A luz irradiada Da palavra Sorriso   (ainda que ausente morto ou em desordem, o pensamento)   Às vezes, a palavra é água putrefacta Correndo sobre o...

Apenas silencios... dentro de nós - Morrem - por Conceição Oliveira

Morrem. Morrem As palavras nas cruzes que talhamos À nossa medida Quando a hora é de nos calarmos.   As máquinas ocupam-lhes os lugares E sugam as palavras à humanidade… E pela insanidade que nos preenche os dias Todos os dias deveriam ser de finados.   Não há diálogos. Há lutos, em...

Apenas Silencios... dentro de nós - por Conceição Oliveira

Apenas Silêncios… dentro de nós   1.   Durante a passagem pela vida (à velocidade meteórica sobre o raio que nos habita) Pairamos alguns instantes dentro deste (nosso) pequeno mundo.   Nos mutismos exacerbados e nas barreiras crescentes A cada dia, como fermento, Rasamos o limiar da...

O Inferno - aqui tão perto - por Conceição Oliveira

O INFERNO – aqui tão perto   O dia não amanheceu. Arde. As pedras queimam o ar e o mar. Ele, numa quietude rara reflete o amarelo pardacento de um céu estranho e ondula devagar…   Desatou-se o fogo.   O mato ateia o mato e nem as árvores altaneiras e nem as aves lestas escapam à...

Haikais - por Conceição Oliveira

Haikai(s) E de novo as cinzas   O verde, muito verde tomou chão e ar o rubro veio a seguir   Novembro não terá flores Outubro não tem água os mortos aguardam   O vento se agiganta pavio ardendo cinza feia doendo   Escalda o outono folha a folha voando rostos molhados   A...

Sangro-me - por Conceição Oliveira

Sangro-me esvaio-me e morro nas palavras que me atravessam a garganta a alma e a língua nuas de prisões.   Sorvo da poesia todos os cantos; o mais terno o mais mordaz o mais acutilante.   Perseguem-me lobos famintos e eu sobrevivo à censura como quem arrecada a última gota de...

Poema em homenagem a Miguel Torga - por Conceição Oliveira

(POEMA para Miguel Torga)   Numa linha severa e telúrica onde graníticos os caminhos de urzes e giestas embebidos, teu rosto desenhei.   Tão severo como as palavras com que zurziste males e inquietações.   Tão sereno como a cor da terra onde cavaste o...

Tempo, tempo... - por Conçeição Oliveira

Tempo, tempo… Fui com o vento na chuva persistente…                            Regresso na brisa de maio e aspiro o pólen de todas as pétalas…   Às vezes uma...

Dizer da saudade que se alonga - por Conceição Oliveira

In “Paradigmas -  Poesia“ Coletânea Edições Colibri, 2016   Dizer da saudade que se alonga escutar o nome da morte dor eternizada presente  cravada tangente aves rasando o céu prolongando asas na liberdade que nos falta.   Dizer da ausência pedra arremessada ao vento os...

Fechemos o olhar - por Conceição Oliveira

In “Paradigmas -  Poesia“ Coletânea Edições Colibri, 2016   Fechemos o olhar, deixemos que as gaivotas penetrem o grito em nós. Então, a terra ocre será leve na hora do crepúsculo entontecendo.   Sorvamos os salpicos das nuvens e olhemos as imagens esfumando-se sob o...

Inquietações - por Conceição Oliveira

Inquietações   Convoquei os deuses adormecidos à beira de um rio seco. Perdidas as harpas as flautas (num quase torpor de morte) pairavam sobre a contemplação de glórias passadas. Sem fonte que regue o meu canto, sem rumo e já sem forças de escarpas é o caminho apenas...

Separação - por Conceição Oliveira

Separação   Gastam-se os gestos em patéticos acenos e vítreas lágrimas escorrem sobre a nudez dos corpos em flutuações lancinantes de delírios sofridos.   Sabe-se que o amor está preso apenas por um fio nos órfãos.   Na...

Azul Grécia - por Conceição Oliveira

Azul Grécia   O vento cerca o mar e retira dele o azul. Depois atira-o às aves que pintam o céu de gritos para que possam retomar o caminho de volta.   A cor desce sobre a casa caiada em danças gregas.   E a casa porta carcomida mergulha na ombreira da orla azul.   Faz doer os...

Crepúsculo matinal - por Conceição Oliveira

Excertos do livro – Da Raiz (transparências) Crepúsculo matinal   Ferida a noite volatiliza-se despertando na aurora montanhosa pensamentos claros, empedernidos vida breve e vertiginosa.   Parca de sol, plena de interrogações a manhã aguarela sombria onde não cabe o prateado...

Há um tempo... p'ra tudo - por Conceição Oliveira

Há um tempo…p’ra tudo   Até para não pensar. Gosto de pensamentos líquidos e oblíquos que se atravessam no meu caminho e me sacodem a letargia mofada. Até ao infinito das notas musicais. A alma recria.   Há um tempo… um tempo para tudo.   Às vezes não penso. Faz-me falta não...

Raízes - por Conceição Oliveira

Excertos do livro – Da Raiz (transparências)   Raízes   Caminhando sobre a areia, num desses dias apagados em manto de nevoeiro elevo meu pensamento à dimensão do voo que me circunda. Batendo asas, levemente, a gaivota soletra pios no corte da cinza.   Ouço-a e olho-a tomo-lhe o rumo...

Despedida - por Conceição Oliveira

DESPEDIDA   Mãe, A vida acontecia e o fogo sumia…   No teu rosto já não há o cansaço da casa, do tempo, da melancolia gravada em luz de prata.   Esgotaram-se as meias cerzidas ao serão, esvaiu-se nas palavras fiadas em silêncios pela noite engolidas nas horas duras a guerrilheira que...

Mãe - por Conceição Oliveira

MÃE   Deixa-me pousar o corpo Cansado Sofrido E parado No teu regaço Adormecido No teu colo macio Onde pernoitei Em dilúvios tormentosos E frios.   Deixa-me repousar os olhos Nesse teu rosto amargo Máscara do não amor Mostrado No cansaço dos dias Em que não vieste.   E, nos sulcos...

Mensagem - por Conceição Oliveira

MENSAGEM   Em que mãos, chão, hemisfério ou simples pedra, O grito acordarei.   O mar, o céu – silenciosas testemunhas – e o papel onde rabisco este versos.   O sol grelhando a carne tenra. Como tantos outros, afundaremos.   Sou réu de um país em chamas, clamo justiça, peço...

Ao Outono Declinante - por Conceição Oliveira

AO OUTONO DECLINANTE   Tímido oblíquo um pouco mais tarde, agora circunda toda a terra  numa sofreguidão de luz. Vertiginosamente, completa o ciclo diurno. Mostra pujança a última. Sofrido, antes que a chuva antes que a cinza  e o breu se diluam em seu ventre acomodando-se...

Tontura Visual - por Conceição Oliveira

TONTURA VISUAL   Incendiado O azur prepara o fim de tarde…   Tudo tem fim. Tudo tem começo.   Crepúsculo, olhos rasos de amarelo, Receptáculo Do anoitecer… Nesta ausência de mim…   As borboletas, outras, Escondidas sob a folhagem escaldante, Simbolizam a volatilidade da...

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